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Política

A 6ª condição: garantir a estabilidade do sistema financeiro

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Marcos Borga

Cavaco pode estar preocupado com dívida externa portuguesa. Está em 225% do PIB e a banca é responsável por uma parte importante. Mas há também dossiês pendendes - como o Novo Banco. Presidente da República impõe seis condições para indigitar António Costa. Analisamos a sexta

A preocupação de Cavaco Silva com a estabilidade do sistema financeiro poderia justificar-se em qualquer contexto, porque os bancos são sempre vitais no funcionamento das economias, mas assume particular relevância num país como Portugal com uma dívida externa superior a duas vezes o Produto Interno Bruto (PIB).

No final de setembro, Portugal tinha uma dívida externa bruta de 400 mil milhões de euros, qualquer coisa como 225% do Produto Interno Bruto (PIB), dos quais 74,7 mil milhões de euros eram responsabilidade da banca.

Mas a relação dos bancos com o exterior não se fica porque aqui porque, a este montante, acrescem ainda as injeções de liquidez do Banco Central Europeu (BCE) - que na verdade são realizadas pelo Banco de Portugal mas, indiretamente, representam financiamento do exterior ao sistema financeiro. Em outubro, estavam em 23,8 mil milhões de euros.

A preocupação de Cavaco Silva com a estabilidade do sistema financeiro pode estar também relacionada com a necessidade de manter a banca em condições de dar crédito à economia depois de anos de forte aperto do cinto. Recorde-se que, com o programa da troika, foi imposto um pesado programa de desalavancagem (redução de endividamento e concessão de crédito) e só este ano está a haver uma inversão significativa.

O programa da troika previa uma linha de recapitalização para os bancos que foi usada em vários casos e cujo capital injetado não foi ainda totalmente devolvido. Cavaco poderá também estar preocupado com alguns bancos específicos como o Novo Banco,q ue foi intervencionado e cuja venda falhou.

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