Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Vítor Bento espera por soluções que assegurem estabilidade

  • 333

M\303\201RIO CRUZ / LUSA

Após a audiência com o Presidente da República, Vítor Bento declarou que para haver uma prosperidade económica é “razoável esperar e desejar” que sociedade política consiga produzir soluções governativas estáveis

O economista e conselheiro de Estado Vítor Bento disse esta quinta-feira ser "razoável esperar e desejar" que a sociedade política consiga produzir soluções governativas que assegurem condições de estabilidade política e financeira, rigor, flexibilidade e baixos custos de contexto.

"As pessoas precisam de uma economia que prospere para poderem melhorar as suas vidas, para prosperar a economia precisa de estabilidade política e estabilidade de propósitos para poderem planear a prazo, de rigor e estabilidade financeira, de flexibilidade e de baixos custos de contexto", afirmou Vítor Bento, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o Presidente da República.

Nesse sentido, acrescentou o também conselheiro de Estado, "é razoável esperar e desejar que a sociedade política consiga produzir as soluções políticas, nomeadamente governativas que assegurem essas condições".

Vítor Bento foi o primeiro dos sete economistas que o Presidente da República irá receber esta quinta-feira em Belém, na sequência da aprovação a 10 de novembro de uma moção de rejeição do programa do Governo por todos os partidos da oposição, derrubando assim o executivo de coligação PSD/CDS, liderado por Passos Coelho.

O presidente da COTEC, Daniel Bessa, e os ex-ministros das Finanças João Salgueiro e Luís Campos e Cunha serão ouvidos ainda esta manhã. À tarde, a partior das 15h, o chefe de Estado irá falar com outro antigo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, seguindo-se depois o conselheiro de Estado Bagão Felix e, a fechar a ronda, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

Na sexta feira, o Presidente da República irá ouvir os partidos com assento parlamentar.

Somando os encontros desta quinta-feira com todos os anteriores, Cavaco Silva ouvirá 24 entidades sobre o impasse político. O Presidente começou a receber, na semana passada, em nove audiências separadas, as confederações patronais, as associações empresariais e as centrais sindicais. Já esta semana, na quarta-feira, falou com os presidentes dos principais bancos a operar em Portugal e o presidente da Associação Portuguesa de Bancos.