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Teixeira dos Santos: “É desejável uma solução governativa o mais rápido possível”

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Pedro Nunes / Lusa

Escusando a pronunciar-se sobre situações concretas, ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos defendeu, no final de uma audiência com o Presidente da República, “uma solução governativa que permita a aprovação o mais rápido possível no parlamento do quadro orçamental”

O ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos defendeu "uma solução governativa" que permita a aprovação "o mais rápido possível" no parlamento do Orçamento para 2016 e sublinhou a importância de Portugal sair da situação de défice excessivo.

"É importante que o país possa ser declarado pelos seus parceiros que saiu dessa situação de défice excessivo e isso não será possível se não tivemos um quadro orçamental definido o mais rapidamente possível para 2016 e para os anos seguintes", afirmou Teixeira dos Santos, no final de uma audiência com o Presidente da República.

Um quadro orçamental que, acrescentou, respeite os compromissos europeus do país, e sinalize "claramente" que Portugal vai continuar empenhado nas finanças públicas "perfeitamente sãs e controladas".

"Este é um elemento fundamental para a confiança, daí que seja do interesse de todos que possamos ter no parlamento rapidamente aprovado esse quadro orçamental ", referiu.

Escusando a pronunciar-se sobre soluções governativas e insistindo que o mais "desejável é que seja uma solução governativa que permita a aprovação o mais rápido possível no parlamento do quadro orçamental", Teixeira dos Santos apontou o crescimento como o grande desafio que o país enfrenta.

Contudo, acrescentou, para aumentar o crescimento é necessária confiança, internamente e no exterior, "em especial dos mercados financeiros" e, um elemento fundamental para essa confiança, vai ser o país sair da situação de défice excessivo.

"Precisamos de um conjunto de propostas que permitam ganhar confiança dos portugueses, que permitam ganhar a confiança de quem lá fora quer investir no nosso país e, para isso, precisamos de ter um quadro de política que mostre aos portugueses que estamos preocupados com os portugueses, que mostre aos portugueses que as instituições funcionam, que mostre aos portugueses que os compromissos que temos ao nível europeu são cumpridos e que mostrem ao exterior que nós cumprimos os nossos compromissos externos", referiu.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, esteve esta quinta-feira a ouvir economistas, na sequência da aprovação a 10 de novembro de uma moção de rejeição do programa do Governo por todos os partidos da oposição, derrubando assim o executivo de coligação PSD/CDS-PP, liderado por Pedro Passos Coelho.