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Nuno Melo acusa Costa de “conflituosidade escusada” e “níveis insuportáveis de cinismo”

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MIGUEL A. LOPES/ LUSA

Num artigo onde critica a forma desrespeitosa como os representantes do PS se vêm referindo ao Presidente da República, o vice-presidente do CDS volta a apontar o dedo ao líder socialista, que diz ser o “responsável por uma das maiores crises políticas vividas em Portugal desde o 25 de Novembro”

Num artigo de opinião intitulado “A Taberna”, Nuno Melo insurge-se esta quinta-feira com a forma como representantes do PS têm vindo a referir-se ao Presidente da República e volta a criticar António Costa, que acusa ser o “responsável por uma das maiores crises políticas vividas em Portugal desde o 25 de Novembro”.

“Para lá da conflituosidade escusada, trouxe ao regime democrático níveis absolutamente insuportáveis de cinismo”, escreve o vice-presidente do CDS no “Jornal de Notícias”.

Citando exemplos de apreciações recentes feitas a Cavaco Silva por militantes do PS - nomeadamente o recente comentário publicado no Twitter pelo deputado Tiago Barbosa Ribeiro, dizendo “isto não é um Presidente, é um gangster" - o também eurodeputado usa palavras duras: “Sem ‘açaime’, os operacionais da linha da frente do PS dedicam ao Presidente da República a mesma solenidade institucional que concedem na taberna da terra aos responsáveis pelos incidentes futebolísticos da semana”.

Da mesma forma, referindo-se ao líder socialista, Nuno Melo recorre à ironia para considerar que António Costa se sente “agastado, desolado, destroçado”, porque Passos Coelho defende uma revisão constitucional que permita “submeter a votos a usurpação do poder que o PS tenta” , sem que lhe pareça estranho “querer governar sozinho, em minoria”, “invocando um acordo parlamentar feito de nada”.

Sobre a apreciação que faz de Costa, Nuno Melo termina: “A evidência não decorre de nenhum ‘ressabiamento nervoso da Direita’. É mesmo constatação de quem tem vergonha na cara”.