Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Luís Campos e Cunha: “A estabilidade governamental é necessária”

  • 333

Mário Cruz / Lusa

“A estabilidade governamental é necessária para garantir outro tipo de estabilidade muito mais fundamental para a economia portuguesa”, afirmou Luís Campos e Cunha, em declarações aos jornalistas à saída da audiência com o Presidente da República

O antigo ministro das Finanças Luís Campos e Cunha defendeu esta quinta-feira a necessidade de "estabilidade governativa" e apelou à calma dos agentes políticos e ao fim dos ataques pessoais que "não contribuem para um clima de estabilidade".

"A estabilidade governamental é necessária para garantir outro tipo de estabilidade muito mais fundamental para a economia portuguesa, a estabilidade das leis fiscais, a estabilidade das leis laborais, sem as quais não pode haver previsibilidade e não havendo previsibilidade não há investimento e a economia portuguesa poderá entrar novamente em recessão", afirmou Luís Campos e Cunha, em declarações aos jornalistas à saída da audiência com o Presidente da República.

Insistindo que é "crucial" a estabilidade legal do ponto de vista fiscal e do ponto de vista laboral, o antigo ministro das Finanças enfatizou que é também muito importante que os agentes políticos tenham "outra calma e outra posição face aos problemas nacionais".

"É muito importante que os agentes políticos, nomeadamente a Assembleia da República e os deputados tenham outra calma e outra posição face aos problemas nacionais, os ataques pessoais que se veem à esquerda e à direita não contribuem para esse clima de estabilidade", sublinhou, considerando que neste momento em Portugal existe "instabilidade governativa" e não "instabilidade política".

Ainda sobre a 'falta de calma' dos agentes políticos, o antigo ministro do primeiro Governo de José Sócrates alertou que leva também a um afastamento da sociedade civil, "porque na sociedade civil as pessoas também estão divididas, mas têm um comportamento civicamente muito mais calmo do que o que observamos entre os agentes políticos".

"É necessário que também haja uma acalmia e que a reputação da classe política seja restabelecida e para isso é preciso que eles próprios tenham calma e saibam discutir questões políticas sem ataques pessoais", acrescentou.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, esteve esta quinta-feira a ouvir economistas, na sequência da aprovação a 10 de novembro de uma moção de rejeição do programa do Governo por todos os partidos da oposição, derrubando assim o executivo de coligação PSD/CDS-PP, liderado por Pedro Passos Coelho.