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Deputado socialista chama “gangster” a Cavaco Silva

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Tiago Barbosa Ribeiro, presidente do PS Porto, proferiu as afirmações na sua conta do Twitter. Outro deputado socialista, Sérgio Sousa Pinto, também se apressou a reagir às últimas declarações do Prersidente da República, qualificando a atuação deste como “uma lástima”

A decisão do Presidente da República sobre a formação do próximo Governo tarda em chegar, diz a esquerda. Já as reações a esta demora... nem tanto. Esta terça-feira, foi a vez de o deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro criticar, através da sua conta do Twitter, o chefe de Estado: “Isto não é um Presidente, é um gangster”, escreveu.

A afirmação, que está a causar polémica nos media e redes sociais, surge acompanhada do título de uma notícia onde se poder ler “Cavaco insiste: pior que Governo de gestão, foi Governo socialista”.

Uma hora depois, o deputado socialista portuense publicava nova mensagem na rede social onde apelidava o Presidente da República de “lástima”. Esta não foi, no entanto, uma ideia original de Barbosa Ribeiro: o socialista citava o colega de partido Sérgio Sousa Pinto, que na sua conta de Facebook deixou duas críticas à atuação de Cavaco Silva: “Que lástima de Presidente. Participa no jogo partidário sem pudor. Tivesse mais um ano de mandato e reabilitava de vez a monarquia”, escreveu.

Cavaco Silva: em 2011, crise política era mais grave

As reações dos dois socialistas surgiram após declarações do chefe de Estado proferidas esta terça-feira no encerramento da jornada do roteiro para a Economia Dinâmica na Madeira, onde se encontrava em visita oficial: “Esta crise política ocorre em situações que são muito mais favoráveis do que as que se verificavam na última que tinha ocorrido, que foi em 2011”, disse o Presidente da República, sublinhando que os madeirenses não têm de “estar preocupados”.

Ainda sobre a crise política de há quatro anos, Cavaco Silva acrescentou: “Nem vos quero mencionar o que disse o representante português do Eurogrupo em 2011 quanto à almofada financeira que nós tínhamos, de tão exígua e assustadora que ela era”.

Na segunda-feira, Cavaco Silva também provocou reações negativas vindas da esquerda ao justificar o tempo que está a levar para tomar uma decisão sobre a formação do próximo Executivo, lembrando que ele próprio esteve “cinco meses em gestão” em 1984 e referindo também a altura em que Pedro Santana Lopes exerceu as mesmas funções, em 2004.

António Costa reagiu de seguida, acusando o chefe de Estado de tentar criar “crises políticas artificiais”. O líder socialista defendeu ainda que “um Governo de gestão é a pior das soluções, e nisso até o PSD está de acordo”.