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Da esquerda à direita, os sete economistas que Cavaco vai ouvir

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Entre os economistas estão dois conselheiros de Estado e seis já foram ministros - é o caso de Teixeira dos Santos. O governador do Banco de Portugal também vai a Belém

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

São sete economistas de nomeada - e entre eles dois conselheiros de Estado, Vítor Bento e Bagão Félix. Todos serão recebidos esta quinta-feira em audiência pelo Presidente da República, que começa a receber os economistas a partir das 10h.

Com exceção de Vítor Bento, todos os outros já foram ministros das Finanças ou da Economia. Daniel Bessa (ministro de Economia durante cinco meses, no primeiro governo de António Guterres) e hoje diretor da COTEC; João Salgueiro, ministro de Estado, das Finanças e do Plano no governo de Francisco Pinto Balsemão (1981-1983), hoje reformado; Luís Campos e Cunha, ministro de Estado e das Finanças durante quatro meses do primeiro governo de José Sócrates.

Ouvido será igualmente Teixeira dos Santos, que sucedeu a Campos e Cunha no cargo e foi recentemente condecorado por Cavaco Silva (foi o homem que obrigou Sócrates a pedir o resgate); Bagão Félix, que precedeu Campos e Cunha na pasta das Finanças no governo de Santana Lopes é o mais experiente: foi ministro duas vezes e secretário de Estado em quatro governos diferentes, incluindo um de Cavaco Silva; e finalmente Augusto Mateus, ministro da Economia que sucedeu a Daniel Bessa, depois de ter sido secretário de Estado da Indústria do mesmo governo.

Depois dos economistas, Cavaco Silva receberá ainda o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, pelas 17h15, e o primeiro-ministro para a habitual reunião semanal, às 18h.

Bento acha acordos frágeis

Numa entrevista recente à Rádio Renascença, Vítor Bento considerou que a solução do acordo de esquerda apresentado por António Costa era "frágil" e que não via nela garantia de estabilidade. "Eles é que terão de fazer essa prova”, afirmou.

Segundo o conselheiro de Estado, "olhando para o conteúdo dos acordos, pelo menos a parte que está divulgada, a garantia de uma solução duradoura não existe" e "quatro anos é muito tempo”.

Vítor Bento sustentou ainda que o acordo de esquerda poderá não responder à expectativa do Presidente da República, tendo em conta “as próprias palavras que o Presidente disse nos dois discursos que fez”.

[Notícia atualizada às 22h40 com a informação relativa ao encontro de Cavaco Silva com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, que surgiu já ao final do dia]