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Política

Sampaio da Nóvoa homenageia militares

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MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Numa conferência dedicada à defesa nacional, o candidato presidencial sublinha importância dos militares

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Perante uma sala meia cheia, e sobretudo cheia de militares na reseva ou na reforma, o candidato presidencial Sampaio da Nóvoa manifestou-se contra as políticas de descapitalização da defesa e da segurança porque, assim, "não conseguiremos definir as respostas que os nossos concidadãos exigem, num quadro mundial de violência e de guerra".

Sampaio da Nóvoa, que estava acompanhado do general Eanes, falava numa conferência realizada esta terça-feira sobre "Portugal e a defesa nacional" no Museu do Oriente, onde vários ex-chefes militares traçaram um quadro dramático sobre a situação dos três ramos das Forças Armadas.

"É necessário encontrar novos equilíbrios e, certamente, dar uma atenção maior aos temas da defesa e da segurança, com todas as consequências que daí resultam, desde as questões orçamentais às questões europeias, desde o controlo das fronteiras ao controlo público dos aeroportos e de sectores vitais como a energia, a água ou os transportes", afirmou no seu discurso de encerramento da conferência.

Aludindo aos atentados de Paris no final da semana passada, o candidato à presidência disse ainda que "é possível que, na Europa, haja um antes e um depois do 13 de Novembro, mas este “depois” não pode desviar-nos do tipo de sociedade que, colectivamente, temos vindo a construir ao longo dos séculos".

Segundo o professor, a resposta a tais ataques passa por vários planos, diplomático, informações, económico, político-social e militar. "Não podemos opor liberdade e segurança", reafirmou.

Nóvoa considerou ainda que tem um "compromisso" com os portugueses e e a instituição militar, que tem uma condição específica (a militar) e que está preparada para cumprir para além da defesa militar da República, "tarefas de interesse público no domínio não militar".