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Portugal disponível para apoiar a França. Ajuda vai ser avaliada

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PEDRO NUNES/ LUSA

A França invocou esta terça-feira a cláusula de defesa mútua dos tratados europeus e José Pedro Aguiar-Branco, ministro da Defesa, mostra-se solidário

O ministro da Defesa diz que Portugal está disponível para apoiar a França, que esta terça-feira invocou a cláusula de defesa mútua dos tratados europeus. Quanto às formas de apoio, sejam logísticas ou militares, vão ser avaliadas dentro do que for pedido pelas autoridades francesas e de acordo com as possibilidades de Portugal.

Portugal já faz parte da Coligação internacional – que inclui a França e os Estados Unidos – que combate o autoproclamado Estado Islâmico.

“Nós temos uma participação em que fazemos treino e formação de tropas iraquianas e, por isso, a situação que França solicitar será avaliada também no quadro desse apoio global que damos ao ataque a todas as formas de terrorismo”, disse hoje o ministro da Defesa. Para José Pedro Aguiar Branco, o ataque a Paris “é um ataque a toda a Europa”, aos valores europeus e à democracia.

Portugal está, por isso, disponível – tal como os restantes Estados-membros da União Europeia – para apoiar a França, que invocou esta terça-feira o artigo 42.7 do Tratado de Lisboa, uma cláusula de defesa mútua.

“São várias as valências em que isto se pode considerar. Todo o tipo de ajuda, logística, de apoio no que diz respeito às ações que a própria França fará na sequência desse ataque. ”, adiantou o ministro da Defesa.

As formas de apoio vão ser agora discutidas de forma bilateral – entre os governos de França e de Portugal – e serão avaliadas de acordo com a disponibilidade do país.

Aguiar Branco acredita ainda que esta decisão contará com o apoio unânime do Parlamento português e que não será questionada por qualquer governo.

"Eu quero acreditar que nenhum governo poderia ou deveria atuar de outra forma. Esta é uma matéria prioritária e que vai recolher sempre o apoio unânime do Parlamento porque é uma matéria prioritária", disse, em Bruxelas, justificando que está em causa a segurança dos Estados-membros e dos cidadãos europeus.