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Política

Nóvoa pede urgência a Cavaco

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António Cotrim / Lusa

O candidato presidencial diz que a decisão não pode ser apressada, mas convém que seja urgente

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O candidato presidencial Sampaio da Nóvoa pronunciou-se esta terça-feira por uma decisão rápida do Presidente da República sobre a resolução da presente crise, considerando que o país não pode ficar numa situação de "instabilidade e degradação da vida pública e do debate, com grande crispação e agressividade".

Segundo Nóvoa, o tempo que passou entre as eleições e 10 de novembro (data da rejeição do programa de Governo) "foi o normal funcionamento da democracia", até porque há procedimentos até se chegar a uma decisão do Parlamento.

Para o o candidato, também lhe parece normal que o Presidente queira ouvir pessoas e refletir na sua decisão mas, ressalvou, "é urgente que seja tomada uma decisão e se dê posse a um novo governo". "Com pressa não há boas decisões", declarou.

Sampaio da Nóvoa disse ainda que não é possível prolongar artificialmente a vida de um governo de gestão, porque isso "não é uma decisão".

"O que existe é um intervalo de tempo para uma decisão, que tem de ser tomada, mas dizer que uma decisão possivel é manter o governo de gestão seria ir contra um outro órgão de soberania que tem competência para decidir sobre essa materia", afirmou ainda o candidato.

Neste quadro - de dupla impossibilidade de dissolução do Parlamento - Nóvoa considerou que "não parece haver outra solução sem ser dar posse a um governo que resulte de uma maioria parlamentar, seja ela qual for".

"Estamos numa dupla impossibilidade e há que tirar consequências que parecem absolutamente simples", disse, acrescentando que tem dificuldade em compreender tanta elaboração e controvérsia, "havendo acordo de maioria parlamentar, dar posse a esse governo e deixar correr a vida politica portuguesa".

E especificou: "não estou a tomar partido de uma solução contra outra, mas pelo que me parece decorrer do texto constitucional".

O candidato também se pronunciou contra a ideia de "revisões instântaneas, circunstanciais e conjunturais", sobre as quais "não se devia perder muito tempo", afirmou.