Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

A crise continua: Passos e Portas reúnem-se com constitucionalistas

  • 333

Nuno Botelho

É hoje às 16h, no Tivoli, em Lisboa. Passos Coelho e Paulo Portas analisam ''distorção'' do veto a Governo do partido mais votado. E dão sequência política ao pedido de revisão constitucional para antecipar eleições

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas reúnem-se esta terça-feira, às 16h, com constitucionalistas, para dar sequência política ao pedido de uma revisão constitucional feito pelo primeiro-ministro na semana passada com vista à antecipação das eleições.

Os dois líderes querem repensar o sistema político-constitucional depois da leitura que António Costa fez dos resultados eleitorais, levando ao veto de um Governo do partido que teve mais votos. Na reunião que teve com dirigentes do PSD na segunda-feira à noite, Passos considerou que a leitura do líder do PS não permitirá que um partido volte a governar sem garantir uma maioria absoluta.

O desafio para se rever a Constituição (no caso, apenas para contornar a regra que impede a convocação de eleições nos primeiros seis meses de uma legislatura) foi lançado por Passos ao PS na quinta-feira passada, tendo António Costa recusado mexer na Constituição para alterar os calendários eleitorais.

Mas PSD e CDS voltam à carga, dispostos a puxar politicamente pela situação de impasse político instalado.Esta segunda-feira, Passos Coelho deixou escapar, num encontro em S. Bento com o ex-presidente do Conselho Europeu, Herman Rompouy, a convicção de que o país terá um novo Governo dentro de duas semanas. Mas como Cavaco Silva continua um processo de consultas que ninguém sabe quantos dias durará, a direita tenta retirar dividendos políticos do momento.

O objetivo é claro: mostrar que o chumbo do seu Governo e o que consideram ter sido ''um golpe'' de António Costa provocou um impasse que só se clarifica com eleições antecipadas. Marco António Costa, porta-voz do PSD, disse-o esta segunda-feira em conferência de imprensa: ''O país precisa de um Governo em plenitude de funções'' e um Executivo do PS seria ''um golpe político'' e uma ''fraude eleitoral''.