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Política

PDR vai criar núcleos concelhios e alargar “implantação municipal”

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Marcos Borga

Sem conseguir eleger nenhum deputado a 4 de outubro, Marinho Pinto disse que o Partido Democrático Republicano ia começar já a trabalhar nas autárquicas, embora entenda que vai haver eleições legislativas antecipadas já que a votação “não proporciona condições de governabilidade para Portugal”

O Partido Democrático Republicano (PDR) aprovou este sábado o seu regulamento eleitoral para os órgãos locais, o que levará à criação de núcleos concelhios e ao alargamento da "implantação municipal" a todo o país da força política. A aprovação desse regulamento foi uma das conclusões saídas da reunião do Conselho Nacional do PDR, que decorreu na tarde e noite de sábado.

Em nota à imprensa, o partido expressa ainda as suas "mais sentidas condolências e solidariedade ao povo francês" no seguimento dos "trágicos atentados" de sexta-feira, manifestando ainda "total repúdio por todas as formas de terrorismo".

O PDR, presidido por Marinho Pinto, não conseguiu nas legislativas de outubro eleger um deputado. No seguimento dos resultados, Marinho Pinto disse então que o partido ia começar já a trabalhar nas eleições autárquicas, embora considerando o eurodeputado - eleito pelo Partido da Terra (MPT) nas europeias de 2014 - que vão realizar-se eleições legislativas antecipadas, tendo em conta que a votação "não proporciona condições de governabilidade para Portugal".

Esta sexta-feira, o PDR criticou os acordos celebrados entre PS, PCP, BE e PEV, defendendo que não faziam parte das opções oferecidas aos eleitores durante a campanha e que "o voto não é um cheque em branco".

"Em democracia o voto não é um cheque em branco dado aos partidos. O voto significa um compromisso político com as propostas apresentadas pelos partidos e seus candidatos durante a campanha eleitoral", sublinhou na ocasião o PDR, num comunicado da comissão política do partido.