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PS cede outdoors a Nóvoa

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Cartaz de Nóvoa, em Lisboa. Na estrutura que suporta o outdoor está identificado o habitual locatário do espaço

FOTO D.R.

PS suspendeu contrato de aluguer de outdoors até às presidenciais. Empresa dividiu os espaços entre Nóvoa e Belém

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O PS cedeu o espaço onde costuma colocar os seus outdoors aos candidatos presidenciais Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém. Fê-lo através da empresa proprietária, a Espiral de Letras — Publicidade e Eventos, Lda., do empresário José Rafael Martins, recorrendo a uma suspensão temporária do contrato de arrendamento que mantém há anos com ela. Uma forma de apoiar, sem estar formalmente a fazê-lo, aos dois principais candidatos da área socialista, não privilegiando um em detrimento de outro.

“Dada a situação particular destas eleições [em que surgiu mais do que um candidato passível de ser apoiado oficialmente pelo PS], concordámos com a proposta que nos foi feita pela empresa para suspendermos o contrato por três meses e dar-lhes a possibilidade de eles colocarem o espaço”, explicou ao Expresso Luís Patrão, secretário nacional do PS com o pelouro dos assuntos administrativos. Ao fim desses três meses (isto é, a tempo de uma segunda volta nas presidenciais, se houver lugar a ela), os espaços voltam ao PS. A quem é que a Espiral de Letras os arrendou entretanto, Patrão recusa ter tido alguma coisa a ver: “Desligámo-nos das nossas obrigações.”

A rede permanente de outdoors utilizados pelo PS existe desde a primeira passagem de Patrão pelo Rato (como diretor-geral, entre 2004 e 2006). Os contratos de arrendamento têm sido sempre celebrados a longo prazo — até porque os custo de montar e desmontar as estruturas correspondem a 60% da totalidade do encargo. O último vem desde as autárquicas de 2013 e só terminaria após as presidenciais.

Vice da bancada do PS apoia Nóvoa

Desde que Sampaio da Nóvoa apresentou a sua candidatura, em abril, que foram dados amplos sinais de que ele viria a ser o candidato “do” PS, a começar nos apoios de peso entre os dirigentes socialistas, com Mário Soares e Jorge Sampaio à cabeça.

O avanço de Maria de Belém obrigou, porém, António Costa a não comprometer o partido com nenhum dos candidatos. Hoje é Ana Catarina Mendes, uma das ‘negociadoras’ com a esquerda, que assume o seu apoio a Nóvoa. A diretora da campanha de Costa nas primárias, presidente da federação de Setúbal e vice-presidente da bancada socialista, participa e intervém num jantar da candidatura, em Lisboa.