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Fórum para a Competitividade defende eleições antecipadas

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MIGUEL A. LOPES/ Lusa

Após a audiência com Cavaco Silva, Ferraz da Costa acrescentou ainda que aceitaria “todos os inconvenientes de um Governo de gestão”

O presidente do Fórum para a Competitividade apontou esta sexta-feira a realização de eleições antecipadas como a única forma de clarificar a atual situação política, falando numa "perspetiva muito negra" se existir "uma inversão quase completa da política económica".

"Umas eleições clarificadoras entre uma frente popular que quer restabelecer em Portugal uma economia socialista ou uma coligação que quer desenvolver em Portugal uma economia parecida com a economia que existe nos países da europa Ocidental seria muito bom", disse o presidente do Fórum para a Competitividade, Ferraz da Costa, em declarações aos jornalistas à saída de uma audiência com o Presidente da República, que está desde quinta-feira a ouvir os parceiros sociais.

Por isso, acrescentou, o Fórum para a Competitividade vai ao ponto de dizer que aceitaria "todos os inconvenientes de um Governo de gestão" para ser possível chegar "a uma decisão mais fundamentada".

Insistindo que "não é possível clarificar a situação sem haver eleições", Ferraz da Costa falou ainda dos "resultados muito positivos" verificados nas exportações nos últimos anos, mas traçou um cenário negro para os próximos tempos se existir uma inversão da política económica.

"Transmitimos uma perspetiva muito negra em termos do futuro e não tanto por preocupações orçamentais, embora nós saibamos que os défices se pagam sempre mais tarde ou mais cedo, mas muito mais pela inversão quase completa da orientação da polícia económica" que as declarações do PS, PCP e BE deixam antever, disse, lamentando que até agora nenhum destes partidos tenha reconhecido o esforço "da viragem das empresas para o exterior" ou apontando esse caminho como algo a privilegiar.

Pelo contrário, acrescentou, vê-se "um insistir na política estafada do crescimento do consumo interno".

À tarde, pelas 15h o Presidente da República vai ainda ouvir a CGTP-IN, seguindo-se às 16h um encontro com o Conselho Económico e Social. O segundo dia de audições aos parceiros sociais ficará concluído com a audiência da UGT, pelas 18h.