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Portas ataca. Primeira medida devia fazer a “geringonça” de esquerda “corar de vergonha”

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Paulo Portas criticou o acordo da esquerda num evento que decorreu no Porto

Marcos Borga

As palavras do vice-primeiro-ministro foram duras. Num evento em que participava esta quarta-feira, no Porto, o líder do CDS expressou preocupação com o facto de Portugal poder estar a ser visto internacionalmente como estando “dependente de reuniões do comité central do PCP”

Depois da queda do Governo e com António Costa a anunciar que tem um Governo preparado para entrar em funções, as medidas que resultaram do acordo à esquerda estão na ordem do dia e Paulo Portas já se manifestou. Para o vice-primeiro-ministro cessante, o PS e os parceiros sociais deveriam “corar de vergonha” por proporem um aumento das pensões de 0,3%.

Portas falava esta quarta-feira no Porto, por ocasião das jornadas “Portugal - Caminhos do futuro”, quando declarou estar “obviamente preocupado” com a perspetiva de internacionalmente se poder pensar que as decisões políticas em Portugal estão a ficar “dependentes de reuniões do Comité Central do PCP, que toda a gente sabe legitimamente é antieuro, anti-União Europeia e anti-NATO”.

Falando da primeira medida contemplada no acordo entre PS, Bloco de Esquerda e PCP - uma aliança a que Paulo Portas prefere chamar de “geringonça” -, o líder do CDS sublinhou que os partidos à esquerda do PS deveriam “corar de vergonha” por proporem um aumento de 0,3% das pensões depois de terem criticado medidas da coligação de direita relativas ao mesmo assunto, no passado.

Portas aproveitou ainda para comparar as propostas da aliança à esquerda com as do Executivo de direita que foi derrubado na Assembleia da República esta terça-feira. O número dois do Governo sublinhou que as suas propostas eram de aumentar “1% ou mais” nas pensões, num aumento total de “37 euros por ano” contra os “10 euros” que a esquerda propõe, para o mesmo período.

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