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Migrações. Portugal dá €250 mil ao novo fundo para África

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Nuno Botelho

O novo fundo de apoio a África foi assinado esta quinta-feira em Malta. Portugal foi um dos países que contribui para aumentar o montante inicial de 1,8 mil milhões de euros disponibilizados pela União Europeia

Susana Frexes, enviada a Malta

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediu e 25 países avançaram já com dinheiro para aumentar o novo fundo para combater as causas que levam milhares de africanos a tentar entrar ilegalmente na União Europeia, em busca de melhores condições de vida.

Holanda é até agora o país mais generoso. Avançou com 15 milhões de euros, seguindo-se a Itália e a Bélgica com contribuições de 10 milhões cada. Portugal vai dar 250 mil euros, o mesmo valor que Malta. A Hungria contribui com 500 mil.

Já a Bulgária, Eslovénia e Lituânia avançam apenas com 50 mil euros cada um. Chipre e Croácia não disponibilizaram qualquer montante.

No total, os contributos nacionais somam agora 78 milhões de euros, que se juntam aos 1,8 mil milhões de euros inicialmente avançados pela União Europeia. Para Juncker trata-se de um passo em frente: “Este Fundo de Emergência para África, constituído em tempo recorde, mostra uma vez mais o compromisso da União Europ+eia em responder rapidamente aos grandes desafios que África enfrenta”.

Jean-Claude Juncker assinou esta manhã o novo fundo, juntamente com os restantes líderes da União Europeia. A representar Portugal esteve o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.

A Cimeira sobre Migrações que decorre em La Valleta, capital de Malta, junta ainda mais de 30 líderes africanos. Do encontro deverá sair também um Plano de Ação para conter os fluxos migratórios ilegais em direção à União Europeia. O Fundo de Emergência para África será um dos instrumentos para pôr em marcha o Plano e deverá beneficiar os países do norte de África, do Corno de África, do Sael e do Lago Chade.

O Plano de Ação visa ainda melhorar os canais legais da migração e assegurar a proteção internacional dos migrantes e dos requerentes de asilo.

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