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Medina: “A direita quer ter eleições o mais depressa possível”

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Mário Cruz / Lusa

Fernando Medina acusa a coligação PSD/CDS de querer condicionar Cavaco Silva mas também já o próximo Presidente da República, por querer eleições o mais rapidamente possível

Fernando Medina considera que a coligação PSD/CDS quer provocar eleições antecipadas o mais depressa possível, condicionando quer Cavaco Silva na sua decisão de nomear ou não agora António Costa, quer o próximo Presidente da República, que a partir de abril poderá já convocar eleições. Medina diz aliás que essa estratégia serve para evitar que Passos e Portas possam perder dentro dos seus próprios partidos.

As declarações foram feitas esta noite no comentário habitual na TVI 24. Fernando Medina, recorde-se, é socialista e muito próximo de António Costa, a quem sucedeu como presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

“A direita deixou muito claro que está a cerrar fileiras” em relação ao PS, com o argumento "da ilegitimidade" do poder, comentou. O objetivo é "tentar condicionar Cavaco" na decisão que o Presidente da República tem de tomar agora - sobre se convida António Costa a formar governo ou opta por um governo de gestão - mas "também condicionar o próximo Presidente da República e tentar provocar eleições o mais depressa possível", que poderiam ser marcadas a partir de abril. Sobre o PS, será "uma estratégia de desgaste", completou.

Contudo, para pressionar o PS, a direita vai seguir "uma estratégia de radicalização face a Antonio Costa", que "seguramente vai afastá-la do centro político". E isso pode desgastar a liderança do PSD e do próprio CDS, anaisou ainda Fernando Medina. Contudo, "se isto correr bem a António Costa, ele terá concretizado um dos grandes feitos da vida democrática portuguesa", concluiu o socialista Fernando Medina.