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Centeno: “Não há distribuição de dinheiro, o dinheiro é das pessoas”

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Gonçalo Rosa da Silva

Mário Centeno recusa que o PS queira dar dinheiro às pessoas. Está sim, diz, a devolver os salários e as pensões que lhes foram retiradas pelo programa de austeridade

“Não há aqui distribuição de dinheiro, o dinheiro é das pessoas”. A frase é de Mário Centeno, em entrevista esta noite à RTP 3. O economista, que é dado como possível futuro ministro das Finanças, acrescenta que o Estado tem de fazer um esforço nesse sentido. Não de reduzir o tamanho do Estado, mas de ser mais competente.

“É importante que as pessoas percebam o impacto negativo muito significativo que as medidas de austeridade tiveram, de destruição da capacidade produtiva e no rendimento. Se quisermos recompor o tecido económico português, é preciso dar estímulos. Não há aqui distribuição de dinheiro, o dinheiro é das pessoas."

Mário Centeno respondia assim a questões sobre os acréscimos de custos nos próximos anos que decorre do programa de governo socialista. O PS propõe repor salários da função pública, atualizar pensões e baixar a TSU para salários abaixo dos 600 euros, entre outras medidas.

Estas afirmações foram proferidas esta quarta feira à noite, numa entrevista de Mário Centeno à RTP3. Mário Centeno liderou o grupo de economistas do PS que preparam o quadro macroeconómico que sustentou o programa eleitoral e o programa de governo, sendo apontado como futuro ministro de um Executivo de António Costa, caso o Presidente Cavaco Silva convide o líder socialista a formar governo.