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Cavaco recebe parceiros sociais na quinta-feira

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Marcos Borga

O Presidente da República começa esta quinta-feira a ouvir personalidades de diversos meios da sociedade. Os primeiros a ser recebidos são os parceiros sociais

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O Presidente da República começará na manhã desta quinta-feira a ouvir os parceiros sociais, no âmbito das consultas que entendeu fazer tendo em vista a decisão sobre o próximo Governo.

As audiências estender-se-ão não só aos membros que fazem parte da chamada concertação social, mas também a outras personalidades com responsabilidades nas áreas económicas e sociais.

O processo de consultas estender-se-á por algum tempo, sendo previsível que Cavaco Silva alargue estes contactos pela próxima semana.

Até agora, estava em suspenso a decisão do Presidente da República se deslocar à Madeira na próxima semana, mas, tanto quanto o Expresso apurou, a deslocação ainda se mantém em aberto devido à delicadeza do momento político, devendo esta tarde ser tomada uma decisão definitiva.

Hoje de manhã, no encerramento de uma cerimónia dos 25 anos do Prémio Científico IBM sobre ciência na Fundação Champalimaud, num discurso que está a ser interpretado à luz do momento atual, o chefe de Estado disse nomeadamente que "no espírito científico, as disputas são resolvidas não pela força mas pelo diálogo esclarecido" e que "a ciência é edificada não por argumentos de autoridade, mas pela cooperação e pelo respeito mútuo", sublinhando que estes valores deveriam ser cultivados de forma mais intensa".

Cavaco Silva afirmou também que "uma sociedade mais democrática e mais aberta é, também, uma sociedade mais científica. Por sua vez, uma sociedade mais científica é uma sociedade mais livre e mais racional".

Esta quarta-feira, o Presidente receberá à tarde em audiência o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, que lhe comunicará os resultados da moção de rejeição votada ontem contra o Governo, bem como receberá também o primeiro-ministro, cuja reunião semanal foi antecipada para hoje.

É de crer que ambos discutam a situação em que se mantém o Governo, já que a rejeição do programa acarreta constitucionalmente a demissão do Executivo, mantendo-se este por agora em situação de gestão, como demitido.