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PAN votou a favor da moção de rejeição

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ANTÓNIO COTRIM/ LUSA

Deputado André Silva votou a favor da moção de rejeição ao programa do Governo PSD/CDS por não ir ao encontro dos valores do partido

O deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), André Silva, afirmou, esta terça-feira, que votou a favor da moção de rejeição ao programa do Governo Constitucional por não ir ao encontro dos princípios e valores defendidos pelo partido.

“O PAN não votou contra um Governo de direita, o PAN votou contra um programa de Governo que não vai de encontro aquilo que são os nossos valores e os nossos princípios”, afirmou André Silva aos jornalistas à saída do plenário, acrescentando que esta posição vai para além do partido se categorizar de esquerda ou de direita.

O deputado estreante disse que as oito perguntas que apresentou na segunda-feira ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho não foram respondidas de forma a mudar o seu sentido de voto.

“De acordo com aquilo que são os valores em que acreditamos e que entendemos que se deve reger uma sociedade (...) não podíamos votar de uma outra forma”, vincou, acrescentando que “mais do que votar ao lado de uma moção de rejeição”, o PAN mostrou não estar “de acordo com as ideias e com as propostas que este Governo apresenta”.

Questionado acerca da retoma do diálogo iniciado com o Partido Socialista, André Silva mostrou-se disponível para “diálogos com todas as forças políticas, quer à esquerda, quer à direita”, descartando, porém, qualquer acordo com os socialistas.

“O diálogo que houve entre o PAN e o Partido Socialista foi apenas e só uma reunião institucional de apresentação dos partidos e portanto nunca esteve em cima da mesa nenhum acordo nem qualquer tipo de posições concertadas”, avançou o deputado.

Em relação ao que irá transmitir ao Presidente da República quando for chamado a Belém, André Silva foi taxativo: “Aquilo que nos parece neste momento é que a solução que dá mais estabilidade ao longo da legislatura passa por indigitar [primeiro-ministro] o doutor António Costa”, solução que considera “muito mais estável” do que um Governo de gestão.

“O senhor Presidente da República deveria tomar a opção que no entender dele garantisse uma maior estabilidade para o país”, disse André Silva, vincando que “à data de hoje a única solução (...) que se vislumbra de estabilidade de legislatura é um Governo formado pelos partidos ditos de esquerda”.

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