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Política

Moção de rejeição do PS frisa solução “coerente e duradoura”

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Marcos Borga

O PS foi o primeiro partido a entregar a moção de rejeição ao Presidente da Assembleia da República. Texto insiste que as medidas austeridade levadas a cabo pelo Governo PSD/CDS foram uma opção “ideológica” e que a solução à esquerda garante um “Governo estável, responsável, coerente e duradouro”

O presidente do PS, Carlos César, entregou ao início desta tarde a moção de rejeição do programa do XX Governo Constitucional ao presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

Num documento de sete páginas, a moção expõe os motivos da ação, referindo que os resultados das eleições do passado dia 4 de outubro corresponderam à "derrota das políticas de austeridade" conduzidas pela coligação ao longo da legislatura.

"A maioria dos eleitores recusou expressivamente o programa político que pretendia prosseguir o caminho de risco para o nosso modelo social e que arriscava entrar, uma vez mais, em confronto com o texto da Constituição em áreas determinantes para o nosso futuro coletivo", pode ler-se no texto da moção. Explica ainda que o PS juntamente com o BE, PCP e PEV decidiram conferir "tradução política" à vontade manifestada pelos portugueses.

Falando numa "agenda radical e experimentalista", os deputados do PS afirmam que as medidas conduzidas pelo Executivo foram "muito além" do programa da troika, sendo por essa razão uma "opção ideológica."

Reiteram que o PS, durante as negociações com a coligação, constatou que seria impossível uma "mudança substancial de rumo", o que justifica esta moção de censura.

"Importa pois assegurar uma convergência capaz de virar a página das políticas de austeridade", sendo que após o fim das negociações com os partidos à esquerda do PS, conclui-se que "estão criadas as condições para a formação de um Governo de iniciativa do Partido Socialista, sustentado por uma maioria parlamentar, garantindo ao País um Governo estável, responsável, coerente e duradouro".

No fim do texto, o PS afirma que a moção de rejeição ao programa do XX Constitucional apresentado pelo partido "inviabilizará a prossecução da estratégia para a economia e para a sociedade portuguesa apresentada pelo PSD e pelo CDS-PP", face ao aprofundamento da sua estratégia de radicalização programática e ideológica para os próximos quatro anos" e à "existência de um projeto político alternativo e credível" liderado pelo Partido Socialista e que conta com o apoio da maioria absoluta dos deputados no Parlamento.