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Maria Luís. “Programa do Governo atende ao superior interesse nacional”

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Marcos Borga

A ministra das Finanças garantiu que todas as medidas adotadas pelo Governo foram necessárias com vista à recuperação económica e ao reequilíbrio das contas públicas. E deixou um aviso para a esquerda: "Tenho muita esperança que não seja o caos e espero que quem quer que venha a seguir não o provoque. Nós não deixaremos de assumir essa responsabilidade. Estaremos aqui"

Num discurso de balanço e quase despedida, Maria Luís Albuquerque afirmou esta terça-feira no Parlamento que a consolidação das contas públicas foi vital para a recuperação económica do país, assegurando que o programa do Governo tem acima de tudo em conta o "superior interesse nacional."

"Os portugueses tomaram dolorosamente consciência da importância da dívidas e dos juros na sua vida", declarou a ministra das Finanças, sublinhando melhorias ao nível do défice, da confiança ou das exportações. "Estes são apenas alguns exemplos que espelham a realidade do nosso país. Só a oposição não o quer reconhecer", realçou. Voltou também a garantir um défice inferior a 3%, considerando que "seria criminoso" se o Executivo não tivesse conseguido reduzi-lo.

Afirmando que o Executivo não tem desculpas para os seus próprios fracassos, Maria Luís alertou para os riscos de uma nova política de esquerda, referindo-se implicitamente ao anterior Governo socialista, falando em "precariedade" e "incerteza". "Todos sabemos bem de mais o risco de desvios orçamentais para aqueles que procuram ganhos políticos de curto prazo", atirou.

Sustentando que a indisciplina das contas públicas mina a confiança e a credibilidade, a governante assegurou que o objetivo do Executivo foi trabalhar para que o país se tornasse menos dependente dos mercados.

"O programa do Governo coloca - como sempre fizémos - acima de tudo o superior interesse nacional. Um caminho de continuação de recuperação dos rendimentos e de diminuição da carga fiscal, fá-lo com o gradualismo que a disciplina exige", garantiu, apontando o dedo de novo à esquerda, afirmando que pelo contrário "coloca os interesses particulares à frente de Portugal".

Olhando para a Grécia, Maria Luís questionou o que ganhou o país com a "revolta" contra as regras europeias, empurrando o país para uma situação mais difícil.

Para terminar deixou ainda uma mensagem para o PS e os partidos à sua esquerda: "Tenho muita esperança de que não seja o caos e espero que quem quer que venha a seguir não o provoque. Nós não deixaremos de assumir essa responsabilidade. Estaremos aqui".