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Política

Jerónimo fala em fim de “odiosa campanha de medo e chantagem”

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Marcos Borga

Líder comunista afirma que a política do Governo conduziu a um “crescimento dramático” da pobreza e das desigualdades sociais. “Basta”, diz Jerónimo de Sousa

Na segunda parte do debate do programa do Governo, Jerónimo de Sousa disse esta tarde que o Governo "infernizou a vida" de milhões de portugueses durante a última legislatura e que com a rejeição do programa do Executivo coloca-se fim à "odiosa campanha" do "medo e da chantagem".

"Milhões de portugueses respirarão de alívio pelo fim de um Governo que ao longo de mais de quatro anos, com a maior arrogância e frieza, lhes infernizou a vida e que tinha como objetivo prosseguir a sua obra destruidora", declarou o líder comunista.

Jerónimo acusou a coligação de esconder o verdadeiro programa político, tendo deixado um "rasto de destruição" com o aumento do desemprego e a precariedade generalizada.

"Foi uma situação marcada por níveis dramáticos de pobreza e crescentes desigualdades sociais. Emigraram centenas de jovens com elevado grau de formação", frisou.

Defendeu ainda que o programa do PSD/CDS mostra que a coligação queria prosseguir com as políticas de austeridade, agravando ainda mais a pobreza e as desigualdades.

"Queremos dizer basta. A opinião do povo português expressa no resultado das legislativas permitiu ver isso".

Sobre o acordo à esquerda, Jerónimo sustentou que estão criadas as "condições institucionais e políticas" para uma outra solução governativa com uma "base constitucional" na Assembleia da República.