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Jerónimo de Sousa e Catarina Martins juntaram-se à manifestação em frente à Parlamento

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O líder do PCP e a coordenadora do Bloco de Esquerda deslocaram-se ao exterior do parlamento, após a aprovação da moção de rejeição do programa de Governo

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, manifestou esta terça-feira a sua solidariedade pela luta travada por milhões de portugueses e que permitiu a queda do Governo de coligação PSD/CDS.

"Vim aqui transmitir uma grande saudação e também uma grande solidariedade com os trabalhadores portugueses que, de uma forma notável, persistente, determinou o que aconteceu ali dentro hoje", afirmou Jerónimo se Sousa, que esta tarde se juntou à manifestação da CGTP que decorreu em frente ao parlamento, em Lisboa.

O líder do PCP enalteceu "essa luta que foi travada por milhões de portugueses que tanto lutaram", apesar das dificuldades.

"Quando tantas vidas foram infernizadas e quando tudo convidada a desistir, foi essa luta a causa mais forte para determinar o que aconteceu hoje na Assembleia da República", reforçou Jerónimo de Sousa.

Também a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, congratulou-se com a queda do Governo da coligação PSD/CDS e considerou que o Presidente da República tem de respeitar a vontade da maioria dos portugueses e empossar um novo executivo.

"Houve uma maioria que se expressou neste país com a esperança de querer uma mudança e essa mudança está aqui e agora. Foi esse o compromisso que fizemos desde o início, que se a direita não tivesse maioria não iria governar, porque cá estaríamos para responder pela vida daas pessoas, foi esse o compromisso que se fez", afirmou Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco, que se deslocou ao exterior do parlamento depois de a moção de rejeição do PS ao Programa do XX Governo Constitucional ter sido aprovada com 123 votos favoráveis de socialistas, BE, PCP, PEV e PAN, e implica a queda do executivo PSD/CDS-PP, disse que é tempo de o Presidente da República respeitar a vontade dos portugueses.

"O Presidente da República tem de respeitar o que é a vontade maioritária de quem se expressou nas eleições. Há hoje uma maioria de deputados na Assembleia da República que têm uma nova alternativa para Portugal e o Presidente da República tem de ouvir o resultado das urnas", assinalou Catarina Martins.

A dirigente do BE deslocou-se ao exterior da Assembleia da República para cumprimentar o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, que esta tarde participou numa manifestação promovida pela Central e que juntou centenas de ativistas e dirigentes sindicais junto à escadaria do parlamento.

"Hoje é um dia bom para tanta gente que tem sofrido tanto no nosso país, que não desistiu, que votou, que no seu voto pôs a esperança de uma mudança política concreta e aqui está ela, em nome de salários, de pensões, de emprego, em nome da dignidade de quem trabalhou toda uma vida e em nome de um futuro, para que possamos aqui viver e que não nos mandem embora", afirmou Catarina Martins.

Questionada sobre se o futuro executivo tem condições para cumprir um mandato, a responsável considerou tratar-se de "uma maioria estável" para governar quatro anos.

"Essa maioria é uma maioria estável porque a condição da sua estabilidade é o compromisso que faz com a estabilidade das pessoas que vivem em Portugal e porque a sua legitimidade é a legitimidade das pessoas que expressou o seu voto no dia 4 de outubro em nome de um novo futuro", rematou a coordenadora do BE.