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Centeno: “A austeridade quando é ideologia é uma escolha”

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Marcos Borga

Mário Centeno, apontado como o futuro ministro das Finanças de António Costa, estreou-se esta manhã na Assembleia da República numa intervenção assertiva, onde explicou as razões por que vão “despedir este Programa de Governo com justa causa”

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Mário Centeno estreou-se esta manhã, na Assembleia da República, com uma curta mas muito assertiva intervenção onde traçou um retrato demolidor da governação PSD/CDS.

Dado como o mais que provável ministro das Finanças do Governo de António Costa, Centeno começou por questionar Maria Luís de Albuquerque sobre os objetivos orçamentais que não cumpriu: "A dívida chegou aos 125% do PIB?", "já vendeu o Novo Banco?" (aqui com um aparte para Sérgio Monteiro e o seu "salário milionário": "mais uma saída limpa").

Depois, para Passos Coelho (que entretanto saíra da sala): "Falta-lhe a troika ao seu Governo". Acusou o Executivo de ter vivido da "estratégia de não haver alternativa", de ter confundido "fiscalização democrática com forças do bloqueio".

Recorreu a uma frase de Mia Couto para caracterizar a legislatura que viria aí com o Governo de Passos: "A diferença entre a recessão e a expansão é que na recessão os pobres são os primeiros a perder e na expansão não são os primeiros a ganhar". E a Adriano Correia de Oliveira para descrever a vaga de emigração dos últimos anos: "Todos, todos se vão".

"A austeridade quando é ideologia é uma escolha", para depois saltar para o momento presente: "a maioria nesta Assembleia da República não é vossa". Lembrando que "Portugal perdeu Europa nestes quatro anos" (ao regredir em vários dos indicadores mais relevantes), resumiu os quatro últimos anos em razões para "despedir este Programa com justa causa".

Terminou a prometer: "Portugal precisa de outra política e vai tê-la".