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Acordos do PS com a esquerda assinados, em privado, à hora de almoço

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Marcos Borga

Ainda não se conhece o conteúdo dos textos mas já se sabe que os três acordos do PS com BE, PCP e PEV serão assinados, num encontro privado, na Assembleia da República, no intervalo para o almoço do debate do Programa de Governo PSD/CDS

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O rei ainda não morreu, mas viva o (novo) rei. Os partidos à esquerda não esperam pelo estertor do XX Governo Constitucional e, à hora de almoço, antes de votarem a rejeição do programa do Governo PSD/CDS, vão assinar os três acordos bilaterais que permitirão a formação do próximo Executivo. António Costa confirmou-o, à sua chegada à Assembleia da República, mas, oficialmente, os quatro partidos envolvidos recusam-se a adiantar quaisquer outros pormenores.

Os trabalhos parlamentares de discussão do Programa de Governo vão ser interrompidos às 13h e a essa hora, num encontro que não será público, serão assinados pelos líderes, um de cada vez, os acordos políticos do PS com o BE, o PCP e o PEV. O texto será distribuído em seguida. Jerónimo de Sousa, segundo fonte das negociações revelou ao Expresso, "preferiu evitar cerimónias conjuntas".

A esta hora ainda não se conhecem os termos do texto (ou textos, já que certamente haverá diferenças de conteúdos). Sabe-se apenas a formulação que António Costa apresentou aos membros da Comissão Política do PS, na noite de domingo, e que surgiu depois no comunicado final da reunião: "Perante as posições acordadas e publicamente assumidas por BE, PCP e PEV está garantida: a formação e viabilização parlamentar de um Governo do PS, com o programa de Governo aprovado na Comissão Nacional do PS de 7 de novembro de 2015; a existência de condições de estabilidade na perspetiva de legislatura com a garantia de não aprovação de eventuais moções de rejeição ou censura de iniciativa do PSD e do CDS; a existência de condições de governabilidade com a apreciaçãoconjunta dos instrumentos fundamentais de governação, designadamente os orçamentos do Estado".