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Programa da oposição é “imediatista e irreal”, diz Passos

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Luis Barra

Primeiro-ministro afirma que espera que seja possível cumprir o défice abaixo dos 3% e que a privatização da TAP é essencial para manter a empresa como uma companhia área de bandeira. Sobre o programa da oposição, Passos defende que assenta sobre uma base irreal

Liliana Coelho

Liliana Coelho

com Lusa

Jornalista

O primeiro-ministro defendeu esta segunda-feira que o programa da oposição é “imediatista e irreal”, colocando em causa o equilíbrio orçamental e os compromissos internacionais.

“Trata-se de um programa político imediatista e irrealista, assente no desejo do regresso à ideia de omnipresença do Estado e numa representação iliberal e anti-global do mundo”, afirmou Passos Coelho no Parlamento.

Considerou ainda que o mesmo “não garante a trajetória seguida nos últimos trinta anos relativamente ao nosso consenso europeu, antes o compromete, já que um programa como este dificilmente deixaria de ser visto como uma ameaça à normalização das nossas contas públicas e aos progressos na economia.”

Relativamente ao programa do Governo, Passos reiterou que com as medidas previstas no documento espera que seja possível alcançar um défice inferior a 3%. “Espero que Portugal possa concluir este ano com um défice não superior a 3%, pois isso dar-nos-á um acréscimo de credibilidade”, frisou. E defendeu que a disciplina financeira deve ser para manter a médio e longo prazo, para o país não regressar à situação de crise.

Sobre a privatização da TAP, o governante voltou a insistir que a venda da empresa a privados é vital para mantê-la como uma companhia aérea de bandeira: “como uma grande companhia e não uma TAPezinha”, concluiu.