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Política

Costa foge ao confronto direto com Passos

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Marcos Borga

António Costa escolheu a pose de Estado: só discursa no fim dos dois dias de debate do programa da direita. Não vai ao confronto direto com Passos Coelho. Papel de que encarregou meia dúzia de deputados do PS

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

António Costa não foi ao repique direto com Pedro Passos Coelho. O líder socialista escolheu só falar no fim do debate do programa de Governo de Passos e Portas, ou seja, esta terça-feira, minutos antes da votação que ditará a queda da direita.

Esta tarde, Costa deixou a Pedro Nuno Santos o primeiro embate com o primeiro-ministro. Entregando a outros socialistas as seguintes intervenções de réplica ao Governo da coligação PàF. Paulo Trigo Pereira, João Galamba, Ana Paula Vitorino e Ana Catarina Mendes estão escalados para o confronto nesta primeira tarde de debate.

Ainda esta segunda-feira, na abertura do período de debate propriamente dito (o que se segue à apresentação do programa por parte do primeiro-ministro), a direção do PS escolheu Carlos César, líder parlamentar e presidente do partido, para protagonizar a intervenção do maior partido da oposição.

António Costa, que Passos Coelho fez questão de referir na resposta a Pedro Nuno Santos - ''o líder do seu partido, que está aí sentado'' - na impossibilidade de lhe responder diretamente, só falará na terça-feira. No encerramento do debate e quando já não há direito a perguntas e respostas ou a confronto direto com o primeiro-ministro.

Esta opção do líder socialista contrasta com a dos seus parceiros de entendimento, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins, que se inscreveram para as interpelações ao primeiro-ministro.

Hugo Soares, deputado e dirigente do PSD, fez questão de perguntar á mesa da Assembleia da República quem estava inscrito para intervir. Uma forma indireta de assinalar o silêncio escolhido pelo líder da oposição.