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Carlos César diz que PSD queria rebocar o PS como um “andarilho”

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Marcos Borga

Ao mesmo tempo que apelou à convivência construtiva daqueles que “hoje são Governo e amanhã serão oposição”, o presidente do grupo parlamentar do PS acusou a direita de se ter radicalizado nos últimos anos contribuindo para o enfraquecimento do Estado

“Essa direita, tornada minoritária em 4 de outubro, pretendia agora, à falta de confiança que lhe foi retirada pelos portugueses, rebocar os socialistas, como se de um andarilho se tratasse, para os terrenos da indiferença à pobreza, às desigualdades e às ameaças de insustentabilidade do Estado Social que criou”, disse esta segunda-feira o presidente do grupo parlamentar do PS, Carlos César, durante a sua intervenção na Assembleia da República no debate de programa de Governo.

Carlos César afirmou por que o PS estará empenhado “numa cultura de tolerância e respeito mútuo” e disse que os “hoje são Governo e amanhã serão oposição” têm a obrigação de vir a “conviver construtivamente”, ao mesmo tempo que efetuou inúmeras criticas aos partidos de direita, em especial ao PSD, que disse ter-se radicalizado nos últimos anos, afastando-se das suas raízes históricas.

“Os anos de governação do PSD/PP foram, dia a dia, durante milhares de dias, um percurso constante de debilitação planeada das funções e serviços públicos”.

César disse que o PSD e o PP apostaram num “Estado enfraquecido, concessionado e desistente” e que é preciso inverter esse caminho: “É tempo de recuperar sem descontrolar e de reformar sem fragilizar”.

Por outro lado, considerou que um futuro Governo de esquerda não irá contra a tradição, mas seguirá “tão só o valor da democracia cujo resultado a prosseguir é o da maioria”. “Só a direita que se dá mal com a democracia não aceita a maioria”, acrescentou.