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Carlos Carvalhas. Acordo da esquerda visa afastar “rasto de destruição” da direita

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Alfredo Rocha

O histórico comunista falou esta segunda-feira à TSF sobre a situação política portuguesa e o acordo à esquerda. Sobre Cavaco Silva, Carvalhas foi claro: ou o Presidente indigita António Costa ou estará a protagonizar um “golpe constitucional”

O antigo secretário-geral do PCP e membro do Comité Central do partido, Carlos Carvalhas, diz que se o Executivo de Passos e Portas cair, a única hipótese do Presidente da República será empossar António Costa como primeiro-ministro. Um Governo de gestão, defende Carvalhas, seria na verdade um “golpe de Belém”.

Questionado esta segunda-feira pela TSF sobre os termos do acordo à esquerda, Carlos Carvalhas declara que o PCP não “renunciou ao seu ADN” para viabilizar o entendimento e que entre os partidos da esquerda se mantêm as divergências que já existiam. No entanto, o antigo líder comunista reafirma o objetivo deste acordo, que se trata de uma forma de “afastar a direita mais trauliteira do poder”, direita essa que será responsável, de acordo com as palavras de Carvalhas, por um “rasto de destruição no país”.

Este domingo, o Comité Central do PCP aprovou o entendimento e a Comissão Política socialista concordou, mandatando António Costa para formalizar o acordo e o presidente e líder da bancada parlamentar socialista, Carlos César, para rejeitar o Executivo de direita.

Falando destes avanços, o membro do órgão máximo dos comunistas entre congressos classifica o dia como “histórico” e “inédito”, mas aproveita para recordar que o Governo de iniciativa socialista é uma opção “perfeitamente natural”, uma vez que as eleições, que servem para “escolher deputados”, originaram um “quadro político muito especial” de maioria de esquerda.

O programa de Governo PSD e CDS vai ser discutido na Assembleia da República durante esta segunda e terça-feira. No entanto, os partidos da esquerda deverão chumbar o Executivo, apresentando moções de rejeição separadas ao documento da equipa liderada por Passos Coelho.