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Álvaro Beleza critica ausência do Bloco e PCP no executivo e defende referendo

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José Caria

Este sábado, à entrada para a Comissão Nacional do PS, o dirigente socialista Álvaro Beleza disse que a solução de um Governo do PS é “frágil e instável”

O dirigente socialista Álvaro Beleza considerou frágil a instável a solução de um Governo do PS, com PCP e Bloco de Esquerda ausentes do executivo, e defendeu um referendo aberto a simpatizantes do partido.

Álvaro Beleza falava este sábado à entrada para a Comissão Nacional do PS, que vai apreciar a proposta de programa de Governo socialista, suportado no parlamento pelo PCP, Bloco de Esquerda e "Os Verdes".

"Só se garante a estabilidade com todos os partidos no Governo. Não há coligações nos regimes parlamentares da Europa sem os partidos que suportam o Governo nesse mesmo executivo", declarou Álvaro Beleza, antes de vincar que o PCP nos últimos 40 anos e o Bloco de Esquerda nos últimos 15 anos "fizeram do PS o seu inimigo principal".

De acordo com o membro do Secretariado Nacional do PS sob as lideranças de António José Seguro, o atual caminho seguido pela direção de António Costa "é perigoso". "Há áreas em que é fácil haver entendimentos à esquerda, como a educação, a saúde ou a segurança social, mas outras em que é muito difícil como a economia e finanças e a Europa - e estas últimas são áreas centrais", vincou.

Álvaro Beleza retomou a sua tese de que prefere "um Governo de direita refém do PS do que um executivo do PS refém da esquerda radical. Isto é simples e toda a gente percebe". "Devemos ser um PS moderado em termos programáticos e no modo de agir. Neste momento, nas atuais circunstâncias, penso que não chegam as reuniões da Comissão Nacional e Política e que é preciso um referendo aberto a simpatizantes, tal como fez o Partido Socialista Francês. Há sempre tempo para a democracia", vincou o dirigente do PS.

[Notícia atualizada às 20h]