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Sondagem. Coligação cresce mas PS não cai

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Nuno Botelho

PàF sobe 2% e está agora acima dos 40%, no limiar da maioria absoluta. Socialistas mantêm resultado das eleições de 4 de outubro

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

Se é daqueles que acreditam que o PS podia ser castigado com as negociações à esquerda e por se desviar do centro, este estudo da Eurosondagem mostra que está enganado. É que o Partido Socialista segura o resultado que conseguiu nas últimas legislativas, ou seja, não cai. E isso é já de si um dado surpreendente, dada a contestação de alguns sectores da sociedade (e no PS) a António Costa e à forma como está a transformar uma derrota numa subida ao poder. E o mesmo se passa com o resto da esquerda, BE e CDU apresentam valores em sintonia com os registados a 4 de outubro. As variações, que no caso são negativas, são mínimas.

No outro lado da barricada, e se as eleições fossem hoje, a coligação PSD/CDS continuava a ser a força política mais votada e agora com valores que chegam perto do limiar da maioria absoluta que perderam nas legislativas. A PàF está quase nos 41%, mais 2,2% do que nas eleições de há um mês. Ainda assim, e com estes resultados, Costa continuava a ter margem para fazer a mesma jogada à esquerda. PS, BE e CDU juntos reúnem mais intenções de voto do que a direita.

Mas se no que toca ao partido os resultados são positivos, na avaliação da liderança, António Costa está em clara perda. Dá um trambolhão. É verdade que o seu saldo continua positivo mas em comparação com o último barómetro, o secretário-geral socialista desce quase oito pontos percentuais. Ironia das ironias: Costa consegue mesmo cair mais do que Cavaco Silva (-4,6% de um saldo negativo) que costuma ser o campeão deste ranking.

Ainda neste quadro, destaque para a boa prestação de Catarina Martins. A porta-voz do Bloco, não só está com nota positiva, como cresceu 3,4% desde o último barómetro. Jerónimo de Sousa vai em sentido contrário. Desce em relação ao último estudo.

Estudo de Opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 29 de Outubro a 03 de Novembro de 2015. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa.

A amostra foi estratificada por Região (Norte – 20,3%; A.M. do Porto – 14,3%; Centro - 29,0%; A.M. de Lisboa – 26,7%; Sul – 9,7%), num total de 1.036 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1.269 tentativas de entrevistas e, destas, 233 (18,4%) não aceitaram colaborar Estudo de Opinião. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (Feminino – 51,4%; Masculino – 48,6%) e, no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos – 16,3%; dos 31 aos 59 – 51,3%; com 60 anos ou mais – 32,4%).

O erro máximo da Amostra é de 3,04%, para um grau de probabilidade de 95,0%.