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Costa. “Espero assinar três acordos distintos”

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Marcos Borga

Líder socialista disse, em entrevista à SIC, que os compromissos assumidos com o BE, PCP e PEV abrangem um conjunto de medidas prioritárias para o país. “Se houvesse menos diferenças teríamos até uma coligação de Governo”

Em entrevista à SIC, António Costa disse esta noite que o acordo à esquerda está fechado “na parte mais difícil e importante”, que diz respeito às medidas programáticas, e que espera que o acordo político seja fechado até segunda-feira.

Sobre os compromissos assumidos com o BE, PCP e PEV, o líder socialista diz que abrangem um conjunto de medidas prioritárias para o país. “Há acordo no que há acordo e não há acordo onde não há acordo. O PS, o PCP e o BE não estão a negociar a fusão entre si. Cada um tem a sua identidade e as suas diferenças. Somos capazes de nos entender sobre um conjunto de medidas que os partidos consideraram prioritárias”, sublinhou.

Questionado sobre se o PS assinará vários acordos , Costa respondeu que sim: “Espero assinar três acordos distintos”. “O que os parceiros dizem é que conhecem as diferenças, mas viabilizam o Governo. Se houvesse menos diferenças teríamos até uma coligação de Governo.”

Garantiu ainda que amanhã apresentará na Comissão Política do PS um programa de Governo “coerente”, alterado em função do resultado das negociações com o BE, PCP e Os Verdes.

Afirmando que o atual Governo não tem apoio maioritário no parlamento, António Costa reiterou que que o PS pode oferecer uma solução governativa estável. “Ter um apoio maioritário na Assembleia da República proporciona ao país o que o país precisa, estabilidade”, declarou.

Costa disse que o PS espera um défice abaixo dos 3% e que o programa do partido tem um conjunto de medidas que aumentando a despesa são compensadas por outras reduções.

Entre as medidas acordadas estão o aumento do Salário Mínimo Nacional para 600 euros, a devolução da sobretaxa feita em dois anos, a reposição total dos salários dos funcionários públicos num ano e a descida do IVA da restauração para 13%.

Confiante e com a “consciência tranquila”

Questionado sobre as divergências internas, o líder socialista disse estar “confiante” e que o o PS lhe deu mandato para fazer esta negociação. “Eu aguardo o julgamento do meu partido e aguardo com confiança, mas o PS não é o partido do António Costa”, observou.

Admitindo que discorda da ideia de Francisco Assis de que o país não queria ter uma maioria nestas legislativas, Costa realçou que o eurodeputado “representa-se a si próprio, e é muito.”

Voltou a assegurar também que o PS não quer formar uma maioria negativa e que não inviabilizará o Governo se não tiver condições para formar um Executivo alternativo. “O PS não quer criar crises políticas”, garantiu.

Sobre as acusações de sede de poder, Costa disse ter a “consciência absolutamente tranquila”. “O que me move é dar resposta aos problemas do país, alterar as políticas que têm sido seguidas e criar uma alternativa.”

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