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Política

Assis e a hora dos conspiradores

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Rui Duarte Silva

Dirigentes e militantes preparam-se para discutir as propostas do eurodeputado depois do jantar na Mealhada

"Com que então a conspirar?", a pergunta, à mistura com uma gargalhada, lançada por um militante do PS à chegada ao restaurante onde daqui a pouco decorrerá a reunião promovida por Francisco Assis, foi dirigida para uma mesa onde, à volta de uma travessa de leitão, se juntavam outros membros do PS.

Assis chegou às 20 horas, numa altura em que se sabia já da do sim dado pelo PCP ao acordo com o PS. Ainda assim, o eurodeputado manteve a ideia de que a incitiva desencadeada e responsável por este encontro na Mealhada não resulta de"uma questão menor". Na opinião do eurodeputado estamos face "a um momento muito importante da vida do PS. Há quem convictamente entenda que este caminho é o melhor, e há quem, com a mesma convicção entenda que não é e, portanto, é natural que as pessoas que entendem que não é se encontrem para refletir e analisar a situação do país e do PS".

E militantes e alguns dirigentes iam chegando. O ambiente não era propriamente de grnade entusiasmo, desde logo porque a eminência da concretização do acordo entre PS, PCP e BE de alguma forma esvazia muito do factor de pressão que poderia estar inerente a esta iniciativa.

Cauteloso com as palavras, Francisco Assis sublinhou ainda o facto de estarem programadas para amanhã e depois reuniões dos orgãos nacionais do PS, que vão tomar posição sobre o grande tema político nacional do momento em Portugal. Uma vez tomadas as decisões, acentua Assis, "cabe-nos a nós respeitar essas decisões".

Só momentos antes do início do encontro, que decorrerá à porta fechada, Assis voltará a fazer declarações.

Entre os que já estão presentes no restaurante contam-se, entre outros, João Proença, José Junqueiro, Eurico Dias Brilhante, José Lamego, António Rebelo de Sousa, António Galamba, Agostinho Gonçalves, presidente da Câmara de Penafiel e deputado, Manuel dos Santos, Luís Catarino, Fortunato do Couto e até Narciso Miranda.