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Francisco Assis. PS deveria “estar disponível” para ser a oposição

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Alberto Frias

O socialista já vem dizendo que discorda de um acordo à esquerda para governar o país. Assis acredita que este é um “caminho errado”, mas não “perigoso”

Já não é novidade que Francisco Assim é contra um acordo entre socialistas, comunistas e bloquistas. Na noite desta quinta-feira, em entrevista à TVI, o eurodeputado do PS reafirmou a sua “convicção” e sublinhou que o partido “deveria estar disponível” para fazer oposição.

“A melhor solução para o país, e também para o Partido Socialista, é a afirmação clara do PS como grande partido da oposição. O PS deveria estar disponível para ser oposição. (…) Um Governo baseado em partidos tão distintos e com formas tão diferentes de ver o mundo não tem a devida coerência para garantir” as reformas necessárias, afirmou Assis.

O acordo com a esquerda é “errado”, mas não “perigoso”, defende o eurodeputado socialistas, pois o Bloco e o PCP “não são uma ameaça totalitária” e “estão perfeitamente integrados”.

“O que está em causa é que as nossas divergências são muito profundas. O argumento dos que defendem este acordo é que vamos por de parte essas divergências e focar nos no que une. Mas isso é só a parte visível do iceberg, o resto não se vê mas continua lá”, justificou.

Sobre a Comissão Nacional do PS, convocada por António Costa para o próximo sábado, Assis explicou que apresentará a sua visão. “Corremos sempre o risco [de não sermos ouvidos]. Temos de estar conscientes de que temos de nos bater pelas nossas convicções. Não podemos deixar de as defender por pressões momentâneas”, disse o eurodeputado.

Antes da Comissão está marcado um encontro na Mealhada, organizado por Francisco Assis, que vai reunir socialistas descontentes com o rumo à esquerda, na sexta-feira à noite. Alguns dos presentes são deputados eleitos para a Assembleia, mas mesmo esses deverão seguir a disciplina de voto: “Na minha posição a disciplina de voto é essencial para garantir a governabilidade do país”.

Assis referiu ainda que “nunca defendeu” uma coligação dos socialista com a direita e que apesar de não concordar com o acordo à esquerda também não está satisfeito com o Governo dos últimos quatro anos e que nas legislativas foi reeleito.