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PSD e CDS insistem: Parlamento pode funcionar já

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Luís Montenegro e Nuno Magalhães, líderes parlamentares do PSD e do CDS, defendem que os plenários regulares da Assembleia da República devem começar e que os trabalhos devem seguir “com toda a normalidade”

PSD e CDS vão insistir na conferência de líderes desta quarta-feira que o Parlamento está na plenitude de funções e que os seus plenários regulares devem começar e as comissões devem ser constituídas.

"O Parlamento está na plenitude das suas funções e portanto deve trabalhar com toda a normalidade. Já a semana passada propusemos que se dessem início às sessões regulares do plenário. Amanhã [quarta-feira] teremos uma conferência de líderes onde vamos reiterar essa posição", declarou Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, em declarações aos jornalistas no Parlamento, no final de um breve encontro com o novo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Costa Neves.

Também Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS, sustentou a ideia de que a Assembleia da República deve arrancar efetivamente os seus trabalhos, mesmo com um provável chumbo do programa de Governo na próxima semana: "Mais do que inexplicável, começa a ser embaraçoso" que o Parlamento não funcione, afiançou o centrista.

Tal, prosseguiu, "não é por falta de vontade da maioria", vontade essa que será "reforçada" na conferência de líderes de quarta-feira. "Infelizmente, acho que os partidos da oposição não estão a perceber o mal que estão a fazer à democracia", insistiu Magalhães no final da reunião conjunta entre PSD, CDS e o novo ministro dos Assuntos Parlamentares.

Luís Montenegro, pelo PSD, lembrou que os vários grupos parlamentares, incluindo os da oposição, já começaram a apresentar as suas iniciativas. "Não vejo razão para que os outros partidos não tenham interesse em poder discutir as suas próprias ideias. Já não é só as nossas, que democraticamente [também] não lhes fica mal", sustentou. Nenhum português, acredita o social-democrata, "assiste com bons olhos" ao facto de os representantes do povo terem sido escolhidos a 4 de outubro e esta terça-feira, dia 3 de novembro, o parlamento se encontrar praticamente "suspenso".

"O Parlamento não pode nem deve funcionar nem com prometidos chumbos nem com prometidas aprovações", insistiu Montenegro, que afiançou não haver nenhuma "encenação" ou "teatro" de PSD e CDS na insistência pelo arranque dos trabalhos.