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Carlos Abreu Amorim chama “Pasionaria revisitada” a Catarina Martins

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Deputado do PSD diz que líder do Bloco de Esquerda é quem está a marcar a agenda de António Costa “nesta lamentável farsa política”

O deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim, publicou na sua página de Facebook um comentário, este domingo, à atual situação política do país, realçando “o papel liderante do BE” como um “elemento curioso” e chamando “'Pasionaria' revisitada” a Catarina Martins, porta-voz do Bloco de Esquerda.

“Nesta lamentável farsa política em que Portugal está a resvalar há um elemento curioso que importa realçar - o papel liderante do BE e daquela espécie de 'pasionaria' revisitada que Catarina Martins tanto se esforça por ser”, lê-se no comentário publicado na página de Facebook de Carlos Abreu Amorim.

“É ela e não o dr. Costa que anuncia o suposto acordo. É ela e não o dr. Costa que diz o que vai ser feito. É ela e não o dr. Costa que certifica propostas, datas e objetivos.”

O comentário é publicado no mesmo dia em que Catarina Martins garantiu, numa entrevista ao “Diário de Notícias”, que irá haver um acordo à esquerda para apresentar no dia em que for votada a moção de rejeição do programa do governo PSD-CDS.

“E o primeiro compromisso é que o governo PSD-CDS vai ser rejeitado no parlamento. Posto isto há a responsabilidade de existir uma alternativa, e estamos todos a trabalhar para que isso aconteça.”

Catarina Martins afirma ainda que “há acordo” para que as pensões venham a ser “descongeladas”. E acrescenta: “As mais baixas terão mesmo um aumento real.”

No seu comentário publicado hoje, Carlos Abreu Amorim faz ainda referência a um “fim da moderação e da centralidade” do PS. “E, sobretudo, no futuro será ela e não o dr. Costa a marcar o ritmo, os sobressaltos e o fim da aliança contra-natura que se está a desenhar e que ditará o fim da moderação e da centralidade de um partido socialista que, depois disto, nunca mais será o mesmo.”

Recorde-se que 'La Pasionaria' foi o nome pelo qual ficou conhecida Dolores Ibárruri, a histórica dirigente do Partido Comunista Espanhol, nascida no País Basco. Destacou-se durante a Guerra Civil de Espanha (1936-39), a favor da causa republicana e anti-fascista, com o lema “No pasarán!” (Não passarão), utilizado durante a defesa de Madrid em 1936. A expressão já tinha sido usada e é tida como forma de afirmar uma posição contra um inimigo.