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Secretários de Estado tomam posse sexta-feira. Com (ainda) mais prata da casa

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Nuno Botelho

Presidentes das duas maiores distritais do PSD entram para o Governo. Os que saíram são, por regra, substituídos por gente da máquina partidária.

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

A lista completa dos secretários de Estado será divulgada ainda esta quinta-feira, para que possam tomar posse já amanhã, a seguir aos ministros.

Segundo apurou o Expresso, há uma grande estabilidade das equipas nos ministérios onde se mantém o mesmo ministro - muitos secretários de Estado aceitaram ficar em funções por mais umas semanas, na perspetiva de que, mesmo ficando o Executivo em gestão, não será por muito tempo. Mas houve também quem, apesar dos pedidos nesse sentido, se tenha recusado a ficar mais tempo num Governo que se sabe ser a prazo.

Muitas das substituições passam por ocupar secretarias de Estado com gente das máquinas partidárias. Uma tendência que será mais notória nas indicações do PSD: há vários presidentes e ex-presidentes de distritais do partido que, tudo indica, serão promovidos ao Governo.

É o caso, por exemplo, de Miguel Pinto Luz, presidente da distrital de Lisboa - que assume a secretaria de Estado dos Transportes, ocupando o lugar que até agora foi de Sérgio Monteiro. Também Virgílio Macedo, presidente da distrital do Porto, sobe a secretário de Estado, neste caso da Administração Interna.

Pedro do Ó Ramos, ex-presidente da distrital do PSD de Setúbal e atual vice-presidente do grupo parlamentar (e dirigente do partido muito próximo de Passo Coelho, tendo dirigido a campanha do líder do PSD na sua última recandidatura), é outra aposta segura para uma secretaria de Estado - possivelmente, apurou o Expresso, na Agricultura e Mar, o setor que tem acompanhado mais de perto no Parlamento.

Duas antigas deputadas da coligação que não tiveram lugar nas listas das legislativas, estão igualmente bem posicionadas para se estrearem no Governo. Mónica Ferro, do PSD, poderá ir para a Defesa Nacional; Teresa Anjinho, do CDS, é apontada para a Justiça. Em ambos os casos, as áreas que ambas as deputadas seguiam quando estavam no Parlamento.

Para a Modernização Administrativa entra Gonçalo Matias, professor convidado de Universidade de Washington e ex-assessor de Cavaco Silva na Presidência da República para os Assuntos Jurídicos e Constitucionais. Doutorou-se sob coordenação de Rui Medeiros, precisamente o novo ministro desta nova pasta criada por Passos Coelho, e que o convidou para secretário de Estado