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UGT. ​“Isto não vai virar tudo cor de rosa com Costa primeiro-ministro”

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MIGUEL A. LOPES/LUSA

Líder da UGT, que é também militante socialista, acredita que António Costa será primeiro-ministro. Mas não vê um conto de fadas à sua frente

"Isto não vai virar tudo cor-de-rosa pelo Dr. António Costa ser o próximo primeiro-ministro, como julgo que virá a acontecer”. A declaração é de Carlos Silva e foi feita ontem à noitena Rádio Renascença. O líder da UGT põe reservas ao "levantamento" total da austeridade.

Comentando a redução das medidas de austeridade, que se perspetiva com o governo PS, Carlos Silva não embarca em euforias. “Temos é que perceber se o país tem condições para ir ao encontro delas.” Recorde-se que António Costa põe como condição nas negociações que decorrem com o PCP e com o Bloco de Esquerda, no âmbito da formação de uma alternativa de governo, que as metas orçamentais sejam cumpridas. Em causa estão medidas como a reposição dos salários dos funcionários públicos, das pensões e o fim da sobretaxa de IRS, que recái sobre os trabalhadores.

Para o secretário geral da UGT, “é o PCP que tem que dar provas ao país de que está mais disponível para assumir determinados compromissos, não só em termos nacionais mas como internacionais”.

Neste momento, diz, o mais importante é que se chegue a uma “solução estável e duradoura”.