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Teresa Morais, uma feminista na Cultura

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A cabeça-de-lista pela coligação Portugal à Frente em Leiria, passou de secretária de Estado a ministra e à pasta da igualdade soma agora a cultura e a cidadania

Antonio Pedro Ferreira

Durante a última legislatura, foi secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade. Sobe agora a ministra e junta à pasta da igualdade a Cultura, que volta a ter ministério, extinto em 2011. Jurista, 56 anos, licenciada e mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, foi deputada pelo PSD à Assembleia da República nas legislaturas de 2002-2005 e de 2009-2011, período em que foi vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD responsável pela coordenação da área da Justiça e da Igualdade.

Antes de chegar ao Parlamento, foi advogada (1984-1987), assessora jurídica da Presidência do Conselho de Ministros no X Governo, membro da Comissão para a Reforma e Reinstalação do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, bolseira da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1989-1990) e da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (1993-1994). Foi ainda professora auxiliar da Universidade Moderna (1990-2002), docente do Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais (1993-1994) e assessora do Provedor de Justiça entre 2005 e 2009.

Feminista assumida, como secretária de Estado dedicou-se principalmente à luta pela igualdade de género em meio laboral e ao combate à violência doméstica. Já em fim de mandato, a 30 de Junho, conseguiu que treze empresas cotadas na bolsa assinassem um acordo de compromisso para ter 30% de mulheres nos seus Conselhos de Administração e direções até 2018. Os números da violência doméstica é que não dão o ansiado sinal de acalmia.