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MAI. Calvão da Silva, um homem do aparelho

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O atual ministro da Administração Interna fez parte do governo de Mota Pinto, já foi deputado e hoje preside o Conselho de Jurisdição Nacional do PSD. Em dezembro, foi um dos juristas que atestou a idoneidade de Salgado no caso do presente de 14 milhões de euros

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O novo ministro da Administração Interna, João Calvão da Silva, tem 63 anos. Doutourou-se em Direito Civil, com distinção e louvor, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Desde 2003, é professor catedrático naquela instituição. Tem experiência política e governativa. De 1983 a 1985, foi Secretário de Estado Adjunto do vice primeiro ministro, Carlos Mota Pinto. Foi também Presidente da Comissão de Fiscalização da TAP entre 1985 a Abril de 1992, ano em que foi designado membro do Conselho Superior do Ministério Público.

Foi deputado da Assembleia da República entre 1995 e 1999. Entre 2005 e 2009 fez parte do Conselho Superior da Magistratura. E no PSD é presidente do Conselho de Jurisdição Nacional, órgão que se responsabiliza pelo cumprimento das disposições constitucionais, legais e estatutárias por que se rege o partido.

Na banca, chegou a ser administrador (não executivo) do Banco Totta & Açores e do Banco Crédito Predial Português. Também foi administrador executivo da SIC, de 1994 a 1998.

É vice-Presidente do Centro de Arbitragem Comercial da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, tendo larga experiência em arbitragens. Escreveu várias obras de Direito Privado e dos Negócios.

Em dezembro, durante um dos episódios mais controversos no caso do Grupo Espírito Santo, o do presente de 14 milhões de euros do construtor civil José Guilherme a Ricardo Salgado, o atual ministro da Administração Interna foi um dos juristas que atestou a idoneidade de Salgado naquele caso. Calvão da Silva justificou o gesto, com os argumentos do "espírito de entreajuda e solidariedade" e da "liberalidade".