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Política

Patrões não acreditam que salário mínimo suba para 600 euros

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MÁRIO CRUZ / LUSA

Negociações entre PS, PCP e BE apontam para subida do salário mínimo nacional, para valores até 600 euros. Mas os patrões não acreditam que esse valor seja atingido. Nem desejam

Pode o salário mínimo nacional aumentar para 600 euros mensais, como está a ser negociado entre o PS, O PCP e o Bloco de Esquerda? “Se subir para 600 euros vai ser extremamente negativo para a economia, espero que haja bom senso”, desabafa João Vieira Lopes.

Num debate esta noite na RTP3, o presidente da Confederação de Comércio e Serviços afirmou que “o problema é muito mais complexo. Um aumento do salário mínimo aumenta toda a massa salarial”, porque arrasta várias outras variáveis da empresa, afirmou "O salário mínimo só pode ter efeitos positivos na economia se ele se traduzir num aumento do rendimento real das empresas e se as empresas resistirem."

João Vieira Lopes remeteu de qualquer forma o assunto para a concertção social, caso tal proposta venha a ver a luz do dia. No mesmo debate, Francisco van Zeller, antigo presidente da CIP, disse não acreditar que assim venha a ser, seria um aumento grande de mais face aos atuais 505 euros, difícil de justificar disse.

Do outro lado da barricada, Arménio Carlos, da CGTP, defendeu o aumento do salário mínimo para "levar a uma minimização das desigualdades em Portugal". Os trabalhadores aguentaram a perda de salários nos últimos anos, porque não hão de aguentar agora as empresas o seu aumento?, questionou.

Também António Saraiva disse esta noite, na TVI, que um aumento do salário mínimo terá de passar pela concertação social, mostrando preocupação quanto a aumentos de custos salariais das empresas.