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Nóvoa indigitaria Costa primeiro-ministro com acordo sólido à esquerda

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André Kosters / Lusa

O candidato presidencial Sampaio da Nóvoa considerou este sábado impensável um Governo de gestão por longos meses em Portugal e defendeu a indigitação do secretário-geral do PS caso apresente uma solução governativa consistente

Sampaio da Nóvoa, ex-reitor da Universidade de Lisboa, falava aos jornalistas antes de se reunir com os constitucionalistas Jorge Miranda, Jorge Reis Novais, Tiago Antunes, Mariana Melo Egídio e com Pedro Delgado Alves (deputado socialista, também seu diretor de campanha). “Em nome da moderação e da estabilidade política, o Presidente da República deve acolher e consagrar uma maioria parlamentar sólida. Caso haja um acordo de maioria parlamentar, seja ele qual for, de direita ou de esquerda, indigitaria sempre a pessoa que liderasse esse acordo. No caso concreto, se houver um acordo parlamentar entre partidos à esquerda, obviamente que indigitaria o dr. António Costa como primeiro-ministro”, declarou Sampaio da Nóvoa.

Perante os jornalistas, Sampaio da Nóvoa referiu que o seu encontro com constitucionalistas terá como objetivo ouvir todas as hipóteses constitucionais que se colocam na atual fase da vida política nacional e defendeu que o Presidente da República deverá ter um papel de “árbitro e de moderador e nunca um fator de instabilidade”.

Interrogado sobre a hipótese de um Governo de gestão se prolongar em Portugal por vários meses, o professor catedrático afirmou que essa hipótese “seria muito difícil do ponto de vista constitucional”.

“Creio que ninguém está disposto a aceitar uma situação dessas. Parece-me uma coisa impensável”, vincou Sampaio da Nóvoa, antes de criticar a mais recente mensagem do chefe de Estado Cavaco Silva.

“Não compete ao Presidente da República interferir em outros órgãos de soberania, neste caso no parlamento, nem compete ao senhor Presidente da República definir quais são os votos bons e maus, os partidos bons e os partidos maus. Temos de ter um respeito imenso pela decisão dos portugueses e também pelo parlamento, a casa da democracia, afirmou Sampaio das Nóvoa.

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