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Política

“Acabou o tempo do Presidente da República. Começou o tempo do Parlamento”

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José Carlos Carvalho

Maria de Belém condena a forma como Cavaco Silva tentou condicionar o Parlamento. A candidata à presidência defende que chegou a vez da Assembleia da República se pronunciar sobre o futuro Governo

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

À chegada ao almoço desta sexta-feira, na Invicta, onde juntou todos os presidentes de Câmara eleitos pelo PS na distrital do Porto, Maria de Belém Roseira não poupou nas críticas à intervenção de Cavaco Silva, esta quinta-feira, quando nomeou Passos Coelho para primeiro-ministro e renegou uma alternativa de Governo à esquerda.

“O Presidente da República não pode condicionar nunca a atuação do Parlamento. Incumbe-lhe salvaguardar a unidade do Estado e a separação dos poderes”, sustenta a candidata a Belém, que considera que o tempo do mais alto magistrado da nação terminou, iniciando-se o tempo do parlamento.

À margem da ação de pré-campanha no Porto que irá culminar ao fim desta tarde (18h) com a apresentação das linhas gerais do seu programa eleitoral, a ex-deputada socialista frisou ainda que um dos poderes do Presidente da República é o uso da palavra, mas que o seu uso deve ser criterioso no sentido de fomentar a união entre os portugueses.

Maria de Belém adiantou que a nomeação de Passos Coelho para primeiro-ministro compete integralmente ao Presidente “dentro daquilo que é a análise que ele faz dos resultados eleitorais”, mas escusou-se a mais comentários sobre a forma como Cavaco Silva interpreta os poderes constitucionais.