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Política

Albuquerque aplaude decisão de Cavaco e critica “as ambições pessoais pouco camufladas”

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HOMEM DE GOUVEIA/ LUSA

Presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, saúda decisão de Cavaco e vai à tomada de posse de Pedro Passos Coelho

Marta Caires

Jornalista

“Uma solução lógica” que irá permitir “manter o rumo e o caminho” da recuperação económica. Foi assim que Miguel Albuquerque reagiu à indigitação de Pedro Passos Coelho para primeiro-ministro. Disse que a decisão de Cavaco Silva era a esperada e a mais lógica, já que foi o PSD o partido mais votado nas eleições de 4 de outubro. E afirmou que é também a opção que garante que o caminho não será interrompido por um Governo de “coligação de esquerda e contranatura”.

Se será uma solução de Governo para quatro anos, o presidente do Governo Regional da Madeira lembra que agora a responsabilidade está na mãos nos deputados. “Acredito na responsabilidade e no sentido de Estado dos deputados além da conjunturas partidárias. O que está em jogo é o superior interesse dos portugueses”. Albuquerque também acredita no bom senso dos portugueses e lembra que o pior que podia acontecer “era o percurso ser interrompido com soluções aventureiras com surgimento de uma coligação à esquerda, radical e contranatura”.

A proximidade de Miguel Albuquerque a Pedro Passos Coelho é conhecida e o presidente do Governo Regional da Madeira faz questão de estar presente na tomada de posse do novo Governo da República. Embora o líder madeirense insista que a economia regional está a recuperar, a verdade é que as boas relações com Lisboa são essenciais para a Madeira e até ao momento as negociações com Passos Coelho correram bem.

De qualquer modo, apesar desta proximidade, Albuquerque fez saber logo na noite das eleições que os três deputados do PSD-Madeira estão ao serviço da Madeira antes de mais. Não concretizou o que quer dizer ao serviço da Madeira. Para já, o que interessa é garantir um Governo e evitar que o caminho de recuperação seja interrompido, isso “seria trágico para as próximas gerações” se se mudasse o rumo por causa de aventureirismos políticos e ambições pessoais pouco camufladas”.