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Verdes reiteram apoio a Governo socialista

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Manuela Cunha, porta-voz do partido, foi a encarregada de trasmitir os resultados da reunião aos jornalistas

Marcos Borga

A porta-voz do Partido Ecologista “Os Verdes”, Manuela Cunha, sublinhou à saída da reunião com Cavaco Silva a importância do novo quadro parlamentar, recordando que estas foram umas eleições “legislativas” e não “governativas”

O Partido Ecologista "Os Verdes" confirmou esta quarta-feira que "está disponível para permitir uma governação socialista". À saída da reunião desta manhã com o Presidente da República, a porta-voz da delegação, Manuela Cunha, disse aos jornalistas que o PS tem "todas as condições para formar um Governo sustentável".

Recusando comprometer-se com a aprovação de um Orçamento do Estado proposto pelo PS, a porta-voz recordou que as negociações com os socialistas continuam. No entanto, o partido mostra-se alinhado com as posições já assumidas por Bloco de Esquerda e PCP, proferindo a ideia mais repetida dos últimos dias: indigitar Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro será uma "perda de tempo".

A porta-voz dos Verdes relembrou ainda que o partido vai aprovar "todas as moções de rejeição" que forem apresentadas contra um programa de Governo de direita, considerando que os eleitores demonstraram nas urnas que "a continuação das políticas do Governo não é a solução desejada.

Manuela Cunha aproveitou ainda para sublinhar a importância da nova maioria de esquerda no Parlamento, referindo que estas foram umas eleições "legislativas e não governativas", como "alguns querem fazer entender".

A audiência da delegação do partido ecologista com o chefe de Estado seguiu-se às reuniões de Cavaco Silva com PSD e CDS, PS e Bloco de Esquerda (na terça-feira) e com o PCP (esta manhã). O Presidente da República vai ouvir ainda durante a tarde desta quarta-feira o PAN, antes de dar por concluída a ronda de conversações com os partidos que elegeram representação parlamentar.

Cavaco Silva deverá depois nomear o próximo primeiro-ministro. O Presidente encarregou na semana passada Passos Coelho, líder da força política mais votada, de iniciar diligências para assegurar uma solução de Governo estável.

No entanto, as reuniões que António Costa conduziu com PCP e Bloco de Esquerda levaram a que o líder socialista pedisse a Cavaco Silva para ser indigitado, baseando-se na maioria de esquerda parlamentar.

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    Porta-voz do Bloco de Esquerda, que se reuniu com o Presidente da República, diz que o partido está “empenhado na viabilização de um novo governo”. Mais: “Criámos condições para uma solução estável”. E ainda: “Os reptos que o Bloco de Esquerda lançou tiveram uma resposta positiva da parte do Partido Socialista”. Declarações de Catarina Martins surgem depois de António Costa, que também se reuniu com Cavaco, ter dito que pretende ser indigitado já pelo Presidente da República

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    À saída de Belém, o líder do PS disse "estarem criadas as condições por parte do PS para uma solução de estabilidade". Um acordo político de princípios pode estar iminente e envolve um compromisso de legislatura. Mas, para já, só entre socialistas e bloquistas. Com o PCP as reuniões prosseguem, mas com menos desenvolvimentos e maior reserva