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Marcelo na Voz do Operário: na cidade de Costa, pela porta da esquerda

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Depois do Porto, Marcelo apresenta-se em Lisboa

OCTÁVIO PASSOS / Lusa

Depois do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa vai apresentar a candidatura presidencial em Lisboa. Escolheu a Voz do Operário. E não diz o que faria no lugar de Cavaco

A Voz do Operário é uma “Sociedade de Instrução e Beneficência”, nasceu na primeira República, segundo os seus estatutos “num tempo marcado pela luta contra a monarquia, em que republicanos e socialistas obtêm o apoio significativo das classes laboriosas e cujos ideais não só encontram eco junto destas como as mobilizam para a transformação e a mudança”. É na Voz do Operário - pavilhão que tem em fundo a frase «Trabalhadores uni-vos» - que Marcelo Rebelo de Sousa escolheu apresentar, em Lisboa, a sua candidatura presidencial.

Será no sábado, dia 24, às 18h. Na cidade que foi presidida por António Costa, Marcelo escolhe um cenário de esquerda, precisamente o mesmo onde a CDU fez um comício na recente campanha das últimas legislativas. Depois do Mercado Ferreira Borges, onde no último sábado passado apresentou a candidatura no Porto, o professor desce à capital. Repetirá o aviso que deixou na Invicta de que a sua corrida para Belém não será uma “muleta” para partidos ou coligações?

Quando anunciou que é candidato, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu uma “convergência alargada” para que os governos - e referia-se sem falar diretamente da situação atual - durem mais de seis meses ou um ano, mas avisou que a “estabilidade tem de estar ao serviço” do combate à pobreza.

Até poder, Marcelo vai fugir de responder à pergunta: o que faria no lugar de Cavaco Silva?

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