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Assis quer ação de Bruxelas no caso dos ativistas angolanos

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Na sequência da greve de fome de três dos 15 jovens angolanos presos em junho, o eurodeputado socialista perguntou à Comissão Europeia o que tenciona fazer

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Francisco Assis quer saber "por que meios pretende a UE pugnar pelo integral respeito pela liberdade e expressão e reunião em Angola e pelo tratamento condigno dos presos?". E também "que diligências irá a UE enpreender para que sejam prestados cuidados médicos urgentes a Albano Bingobingo?". As perguntas foram enviadas esta quarta-feira pelo eurodeputado socialista à Comissão Europeia, ao 31.º dia de greve de fome de Luaty Beirão.

Luaty é um dos 15 jovens angolanos detidos desde 20 de junho sob a acusação de prepararem um golpe de Estado contra o regime presidido por José Eduardo dos Santos. Além dele, também Nelson Dibango e Albano Bingobingo estão em greve de fome, ambos desde 9 de outubro. Mas este, conta o eurodeputado, "apesar de já não conseguir manter-se de pé não recebeu até agora qualquer asssistência médica. Pelo contrário, a 14 de outubro foi transferido do hospital penitenciária de São Paulo para a prisão da Comarca Central de Luanda, onde se encontra detidos numa caserna reservada a presos por crimes de estupro e descrita por jornalistas como uma pocilga humana".

Face a estes "casos dramáticos", Francisco Assis quer saber o que tenciona a Comissão Europeia fazer.