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PCP propõe em Bruxelas apoios para quem saia do euro

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Em Lisboa, negoceiam com António Costa. Em Bruxelas, eurodeputados do PCP estão a recolher assinaturas - querem inscrever no Orçamento comunitário uma rubrica para financiar saída de Estados da zona euro

Enquanto em Lisboa prosseguem as negociações do PCP com o PS com vista a um entendimento que viabilize um Governo à esquerda (que os socialistas exigem fiel ao Tratado Orçamental), no Parlamento Europeu (PE) os eurodeputados comunistas tentam viabilizar uma proposta para financiar os Estados que queiram sair da zona euro.

João Ferreira, Inês Zuber e Miguel Viegas enviaram a todos os colegas do Parlamento Europeu um pedido de assinatura para levarem a proposta ao plenário de dia 28, quando deverá ser votado o Orçamento comunitário. A 16 de setembro, essa mesma proposta foi chumbada na respetiva comissão parlamentar. Mas os eurodeputados do PCP voltaram à carga.

Para conseguirem reagendar o assunto e insistirem na votação de uma rubrica orçamental (que não quantificam) para financiar os custos inerentes à eventual saída de Estados da zona euro, os comunistas precisam de reunir 40 assinaturas. Têm tentado nos últimos dias e o último pedido de subsrição junto de todos os colegas foi feito esta terça-feira.

José Manuel Fernandes, eurodeputado pelo PSD e relator do Orçamento comunitário para 2016, considera a proposta ''ridícula'' e sublinha que ''quando o objetivo da União Europeia é a adesão de todos os Estados-membros ao euro, é inconcebível pedir que seja o Orçamento da União a suportar a saída do euro''.

O Expresso não conseguiu até agora contactar os comunistas portugueses em Bruxelas. Na justificação que enviaram aos colegas do Parlamento Europeu, João Ferreira, Inês Zuber e Miguel Viegas argumentam que a zona euro promove as ''assimetrias'' entre os Estados-membros da União, contribuindo para ''a sua degradação económica e social''. E acrescentam que as intervenções da UE e do FMI não só não resolvem os problemas como, ''pelo contrário, os agravam''.