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António Costa quer ser indigitado já por Cavaco

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Marcos Borga

À saída do encontro com o Presidente da República, António Costa disse que julga “estarem criadas as condições por parte do PS para uma solução de estabilidade”. O líder do PS defendeu ainda ser do interesse nacional “não prolongar uma situação de indefinição e de incerteza”, deixando claro que considera que deve ser indigitado já por Cavaco Silva

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

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Subdiretor da SIC

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

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Jornalista da secção Política

"O senhor Presidente fará como entender . Do nosso ponto de vista há uma solução alternativa e o país não ganha nada em prolongar uma situação de incerteza", afirmou António Costa à saída da audiência (que durou pouco mais de meia hora) com Cavaco Silva.

O líder socialista foi ao Palácio de Belém comunicar ao Presidente que o PS está em condições de formar Governo com apoio maioritário na Assembleia da República e, sem querer antecipar uma decisão que só cabe a Cavaco Silva, disse entender que deveria ser já empossado. "Julgamos ser do interesse nacional não prolongar no tempo uma situação de indefinição", disse Costa, reiterando: "Devemos ganhar tempo".

Referindo-se ao cenário de Cavaco poder querer dar posse a um Governo PSD/CDS, uma vez que a coligação foi quem teve mais votos nas eleições de 4 de outubro, o secretário-geral do PS reiterou: "Seria irresponsável colocar o país numa solução de ingovernabilidade, sobretudo num contexto onde face à limitação dos poderes do Presidente da República o país estaria longos meses sob um Governo de gestão". E repetiu: "Uma vez que essa força política não conseguiu formar uma solução maioritária (...) não devemos adiar a solução parlamentar que possa gerar uma maioria e conseguir estabilidade". Mas concluiu: "É ao senhor Presidente que cabe o juízo de qual o melhor caminho a seguir".

Sobre o acordo que continua a negociar com BE e PCP o líder socialista pouco adiantou. "Esgotada a possibilidade do PSD apresentar uma solução com suporte maioritário na Assembleia da República, o PS entende que não se deve furtar ao seu dever para proporcionar ao país uma solução estável para a legislatura (...) Julgamos estarem criadas as condições".